Com Internacional e Barcelona na condição de favoritos e o América do México como maior candidato a zebra, o Mundial de Clubes da Fifa terá início neste domingo, às 8h20 (Horário de Brasília), no Japão. A partida de abertura da competição, entre o Auckland (Nova Zelândia) e Al-Ahly (Egito), definirá o adversário do time brasileiro na semifinal. Apenas o time egípcio (2005) e o Barcelona (1992) já disputaram o torneio anteriormente.
A competição organizada pela Fifa manteve o regulamento de 2005, com a participação de um time de cada confederação continental: América do México (Concacaf), Internacional (Conmebol), Barcelona (Uefa), Al-Ahly (CAF), Jeonbuk Motors (AFC) e Auckland (OFC). Mais uma vez, os representantes da Europa e da América do Sul são cabeças-de-chave e estão previamente classificados para a semifinal.
“Acredito que esta competição caiu definitivamente no gosto dos torcedores. As atenções no ano passado foram maiores do que na primeira edição, em 2000, e a expectativa para esta temporada é ainda maior”, afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Os times sul-americanos sempre deram atenção ao Mundial Interclubes, antes mesmo de a Fifa passar a organizá-lo. Na Europa, foi criada a idéia de que os times do Velho Continente davam mais valor à Copa dos Campeões do que ao Mundial disputado no Japão.
“Imagina se eles ligassem pro Mundial. No ano passado, na final, o Liverpool correu como um doido para ganhar do São Paulo e só não conseguiu porque o Rogério Ceni estava em um dia inspirado. Além disso, o Gerrard, ao fim da partida, se negou a cumprimentar os nossos jogadores porque não aceitou a derrota. Depois disso, eles ficaram chorando por causa da arbitragem um mês inteiro”, disse o atacante são-paulino Aloísio, que deu o passe para o gol de Mineiro na vitória sobre os ingleses na edição passada.
A rixa entre sul-americanos e europeus é antiga. Desde a década de 80, os jogadores brasileiros reclamavam da postura pretensiosa dos rivais. “Antes da decisão contra o Flamengo (em 1981), os jogadores do Liverpool nos esnobaram muito. Além disso, olharam com desprezo quando cantamos antes do jogo. Depois daquele dia, eles entenderam que superior mesmo é o futebol brasileiro”, disse o ex-lateral Júnior, do Flamengo.
Sem nem sequer um título mundial em seu currículo e tendo o brasileiro Ronaldinho Gaúcho como sua principal estrela, o Barcelona vem mostrando bastante respeito pelo Internacional, que também está em busca do título inédito. “Sempre ouvimos dizer o que representa a conquista do Mundial de Clubes e estamos dispostos a conquistá-lo. Mudamos a nossa programação no Campeonato Espanhol para nos prepararmos para estes jogos no Japão”, contou o holandês Frank Rijkaard, técnico do Barça.
O técnico do Internacional, Abel Braga, não teme os adversários. “A nossa força sempre esteve no conjunto e, mesmo após a perda de algumas peças (Bolívar, Rafael Sóbis, Jorge Wagner e Tinga), mostramos força ficando com o vice-campeonato brasileiro. Temos plenas condições de surpreender o Barcelona, por exemplo”, garante o treinador.
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Títulos por país
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Argentina
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9
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Brasil
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8*
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Itália
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7
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| Uruguai | 6 |
| Espanha | 4 |
| Alemanha | 3 |
| Holanda | 3 |
| Portugal | 2 |
| Inglaterra | 1 |
| Paraguai | 1 |
| Iugoslávia | 1 |
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Títulos por Continente
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| América do Sul | 24* |
| Europa | 21 |
| * são considerados todos os campeões da Copa Intercontinental (1960-2004) mais os títulos no novo Mundial de Clubes da Fifa, vencido pelo Corinthians (2000) e pelo São Paulo (2005). | |