O meia Lulinha tinha idade para estar em campo na decisão da Copa São Paulo. O jogador de 18 anos, no entanto, saíra precocemente das categorias de base do Corinthians para enfrentar cobranças como profissional em 2007. Sua redenção só viria no domingo, mesmo dia em que seus antigos (e talvez futuros) companheiros sagraram-se campeões da Copinha,
Durante a manhã, Lulinha assistiu à equipe sub-20 do Corinthians derrotar por 2 a 1 o Atlético-PR no Pacaembu e ficar com o título da Copa São Paulo. Não se conteve de alegria e telefonou para o amigo Marcelinho (assim como Lulinha, meio-campista empresariado por Wagner Ribeiro), que almoçava com o restante da equipe em uma churrascaria, para dar os parabéns.
O técnico Mano Menezes também ficou feliz com a conquista dos garotos do Corinthians. Chegou a perguntar a Lulinha sobre alguns jogadores comandados por Adaílton Ladeira. Uma outra conversa com Mano também pela manhã, porém, animou ainda mais o prata da casa. O treinador lhe escalara como titular contra o Bragantino, pelo Campeonato Paulista, após deixá-lo fora do amistoso com o Estudiantes e do empate com o Barueri.
Desta vez, Lulinha não decepcionou. Ao lado de Wellington Saci, que substituía o lesionado Douglas, o jogador armou bem o Corinthians no primeiro tempo. E marcou o gol da vitória logo no início do segundo – seu terceiro na carreira, sendo os outros dois contra Barras-PI e o próprio Bragantino. “Não vou garantir para a torcida que vou marcar gols em todos os jogos, mas dedicação não vai faltar nunca. Vou trabalhar para me firmar”, prometeu, sorridente.
Bastante criticado pelos torcedores na temporada passada, Lulinha contou com o auxílio de seus companheiros para superar o mau momento. O goleiro Felipe afirmou que teve vontade de abandonar a defesa para comemorar o gol com o meia, enquanto o zagueiro e capitão William classificou o desempenho de domingo como o melhor do garoto como profissional. “Eles estiveram comigo sempre, nos bons e maus momentos. Sou muito grato. Sei da minha capacidade. No ano passado, eu tinha só 17 anos. Preciso de experiência para crescer ainda mais”, vislumbrou.
Segundo Mano Menezes, o excesso de expectativa prejudicou o começo de carreira de Lulinha – diferentemente do que aconteceu, por exemplo, com o companheiro de quarto Dentinho. Agora, o meio-campista já serve de referência para futuros companheiros. “Vou aguardar o Marcelinho e outros amigos de terrão aqui. Fomos criados juntos. Nossas famílias se conhecem. Acredito que ainda poderemos dar muitas alegrias à torcida do Corinthians”, sonhou o aliviado Lulinha.