O técnico Gilson Kleina comandou um treinamento na manhã desta quarta-feira e logo depois se reuniu com a diretoria da Ponte Preta para negociar seu futuro. A conversa acontece neste momento com a cúpula da Macaca e nela, o treinador, que recebeu na noite de terça uma proposta do Palmeiras para tentar livrar a equipe do rebaixamento, deve definir se fica em Campinas ou se segue para o atual campeão da Copa do Brasil.
De acordo com o time ponte-pretano, Kleina recebeu uma ligação do Palmeiras e, por isso, convocou uma reunião com a diretoria de sua atual equipe. Para convencer o treinador a deixar o atual décimo colocado e assumir o vice-lanterna da liga nacional, o Verdão daria a ele um contrato válido até o final de 2013, com um salário quase duas vezes maior do que ele recebe atualmente. Por conta da instabilidade política dentro do time, que passará por eleições em janeiro, o Palmeiras colocará uma alta multa rescisória em seu contrato, como uma forma de dar segurança a Kleina.
A forma como o Verdão chegou ao treinador, porém, incomodou a Ponte. O time de Campinas considerou desrespeitosa a abordagem – sem consulta à Macaca – e por isso a cúpula do clube ainda tenta mantê-lo de todas as formas. Diante disto, o Palmeiras só conseguirá a contratação mediante o pagamento da multa rescisória. Como alento, o clube alvinegro já passou por situação parecida no ano passado, quando o Fluminense convidou Kleina para ser técnico até a chegada de Abel – depois, ele passaria a ser seu auxiliar. A oferta gerou uma reunião com a diretoria de seu time, e ficou decretada a continuidade de seu trabalho.
No início desta semana, o presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, repetiu por “20 vezes”, que não liberaria o treinador. Enquanto a equipe sonha com a renovação de contrato para 2013, Kleina, em entrevista à GE.net, desconversou e mostrou-se satisfeito com o interesse palmeirense. “Fiquei lisonjeado pelo fato de o presidente ter desejado a minha permanência. Mas também fico muito lisonjeado por ser lembrado pelo Palmeiras. A gente, que é profissional da bola, sabe que uma equipe desse quilate é para poucos.”
Desde a saída do técnico Luiz Felipe Scolari, na última quinta-feira, o Palmeiras chegou a procurar Jorginho, mas não obteve a liberação do Bahia. Leão, atualmente no São Caetano, aparecia como opção, mas foi vetado por conta de seu estilo linha dura e alta rejeição dentro do clube. Falcão, desempregado, era visto como uma opção, mas o treinador não aceitou um contrato até o final do ano – seu desejo era ter a mesma proposta concedida a Kleina: vínculo até o final da próxima temporada.
Enquanto não define seu novo comandante, o Palmeiras tenta se livrar do atual calvário e, para isso, decidiu ir para Itu, cidade no interior paulista, na busca por reunir o grupo alviverde. Por enquanto, o ex-zagueiro Narciso, que comanda a equipe sub-20, está à frente do Verdão. O time entra em campo neste sábado, no Orlando Scarpelli, para encarar o Figueirense, rival direto na briga pelas últimas posições do Brasileirão.