Após cinco anos, o clássico paraense entre Remo e Paysandu voltará a ser disputado em campeonatos brasileiros, desta vez pela série B. Amanhã, os dois times se enfrentam no Mangueirão e revivem um encontro que desde 2001 só aconteceu na competição estadual.
O longo período sem clássicos válidos para um Nacional deve ser a garantia de um público acima da média, como é característico no confronto. Porque se depender da animação da torcida com o futebol apresentado pelos clubes na série B, o jogo não mereceria tanta atenção.
Por parte do Paysandu, a situação não chega a ser crítica. Se não faz uma campanha empolgante, o Papão pelo menos se mantém na nona colocação (18 pontos) do campeonato e pode se aproximar dos quatro primeiros colocados que garantem uma vaga na série A em caso de vitória.
O Remo, por outro lado, ocupa a lanterna da série B e precisa da recuperação imediata para não retornar à série C. Com nove pontos, o Leão precisará de ao menos três rodadas para deixar a zona de rebaixamento e uma vitória no clássico pode significar o início da arrancada.
Independente das situações, ambos os clubes dão importância máxima ao confronto. O Paysandu, apesar do favoritismo corroborado pela melhor posição na tabela, realizou até treino secreto durante a semana para tentar surpreender o rival. “Estamos concentrados para enfrentar o Remo. Determinação é o que não falta ao grupo e vamos em busca de mais uma vitória”, avisa o técnico Ademir Fonseca.
Pelo lado do Baenão, a expectativa é pela estréia do técnico Samuel Cândido, que começou o trabalho nesta semana e volta ao clube que dirigiu há quatro anos. “Estou muito feliz em poder retornar. Agora é trabalhar e contar com a colaboração de todos para melhorar as condições do Remo na competição”, afirmou.
E logo em seu primeiro jogo, Cândido pode ficar sem dois jogadores: o meia Maico Gaúcho e o atacante Lê sentiram contusões e dependem da liberação do departamento médico. De qualquer forma, o técnico deve optar por uma formação diferente da qual o Remo jogou nas últimas rodadas, com as presenças de Barata e Renato Santiago na linha de frente.