Thiago Henrique de Morais
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Por um breve momento, o sorriso de um dos principais personagens do futebol de Brasília foi transformado em um luto profundo. O óbito, às 3h30 da manhã de ontem, do massagista Edvaldo Lisboa, mais conhecido como Cintura, de 59 anos, pegou o futebol candango de surpresa. O infarto fulminante foi o motivo da morte da personalidade do futebol local.
Desde o fim do ano passado, o massagista do Brasiliense ficou afastado do clube devido a um tratamento mais forte da diabetes e, mais recentemente, chegou a sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas sem sequela.
Amigos, familiares e membros de uma torcida organizada do Jacaré estiveram no velório, no cemitério de Taguatinga, para prestar as últimas homenagens a Cintura. Em meio a isso, as boas lembranças vieram à tona. O ex-dirigente do Brasiliense, Roberval de Paula, que trabalhou com Cintura por no mínimo 20 anos, só no futebol, em inúmeros clubes da cidade, lamentou a perda. “O futebol de Brasília vai sentir a falta dele por muitos anos. Ele foi um dos baluartes, um grande profissional, dedicado ao futebol”, disse o ex-dirigente, responsável pela ida de Cintura para o Brasiliense, em 2001.
O homem das pulseiras
Além de ser conhecido pela alegria e tratar todos com simpatia, Cintura tinha um costume ímpar: mostrar suas “taças” em seus braços, ao colocar pulseiras prateadas. Para cada título conquistado, nem que fosse de menor expressão, uma nova prata estava presente em seu punho. “Era marcante ele passar com aquele carrinho e aquelas pratas no braço, representando os títulos. Vai deixar saudades para toda a torcida do Brasiliense”, revelou o presidente da Torcida Febre Amarela, Wallyson da Silva.
Treino marcado pela tristeza
Apesar da morte de uma das principais personalidades do clube, o Brasiliense manteve a sua rotina de trabalho, visando o Candangão, que começa na próxima semana, quando estreia contra o Brasília, no Serejão.
O clima não era o dos melhores. O goleiro Welder, que antes dos trabalhos no Centro de Treinamento do Jacaré compareceu ao cemitério de Taguatinga para prestar as últimas homenagens, descreveu o clima de abatimento do elenco.
“Muitos jogadores que estão lá o conheciam. Estávamos aguardando o retorno dele, que infelizmente não irá acontecer. É uma coisa que nos frustrou muito”, destacou o arqueiro do clube amarelo.
Welder diz que a obrigação da taça conquistar o título aumentou. “Há muito tempo, estamos mal e ele estava lá torcendo. Agora é uma obrigação vencer para homenageá-lo”, apontou.