“Foi muito legal ouvir que os jogadores me queriam como técnico. Agradeço a eles”, sorriu Chulapa, que não conversou com nenhum atleta do elenco do Santos ou dirigente sobre a possibilidade de voltar ao clube. “Não houve nada. Estou do lado do Cuca, torcendo para ele dar certo.”
Chulapa era auxiliar-técnico de Wanderley Luxemburgo no Santos. Na chegada do desafeto Emerson Leão à Vila Belmiro, perdeu o emprego e passou a torcer à distância pelo time que defendeu também como jogador. “O Santos está melhorando. Já conseguiu uma boa vitória em cima do Vasco no domingo e tem tudo para sair dessa situação ruim”, analisou.
Como o lobby por sua contratação não vingou, Chulapa deu seqüência, com satisfação, à vida de atleta aposentado. Na noite de segunda-feira, bebeu vinho e conversou com ex-companheiros durante o lançamento do livro “Mário Travaglini – Da Academia à Democracia”, dos jornalistas Márcio Trevisan e Helvio Borelli, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF).
“O futebol é um meio muito complicado. Dependendo do que aparecer, até posso pensar em trabalhar novamente como técnico. Mas estou bem tranqüilo agora, despreocupado, sem negociar com ninguém”, afirmou Serginho Chulapa.