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Futebol

Christian se <i>aposenta</i> como auxiliar e foca recuperação

Arquivo Geral

14/08/2009 0h00

Christian está de volta aos gramados. De chuteiras. Depois de experimentar a sensação de ser auxiliar técnico, o veterano atacante resolveu encerrar a breve carreira e focar apenas a recuperação da lesão da panturrilha direita que o afastou das últimas partidas da Série B do Campeonato Brasileiro.


“Isso aí não é comigo, não”, garantiu o jogador, que auxiliou o ex-preparador físico da Portuguesa, Flávio Trevisan, a comandar o time interinamente na derrota por 2 a 1 para o Duque de Caxias, na última terça-feira. De tênis e agasalho da comissão técnica, tentou ajudar como pôde.


“Tive esse convite do Trevisan e da diretoria, o clube achou legal eu viajar com a delegação pela minha liderança”, continuou o jogador de 34 anos que, apesar de se concentrar apenas na atuação dentro das quatro linhas, já conta com apoio externo para se lançar como treinador quando pendurar as chuteiras.


“O Christian pediu para ser auxiliar por uns jogos e eu disse que não tinha problema nenhum. Acho até que o negócio dele vai ser técnico depois que parar, mas vai ter que começar nas categorias de base, fazer estágio com outros técnicos”, afirmou o presidente Manuel da Lupa. Flávio Trevisan foi outro que aprovou a participação do jogador no banco de reservas.


“Foi uma coisa bacana, porque ele tem um relacionamento muito bom comigo, então ficou lá para dar uma força. O grupo gosta dele, é um líder no elenco. A única coisa foi que perdemos o jogo”, relatou o ex-preparador físico, demitido com a chegada do técnico René Simões, nesta quarta-feira.


Nunca mais – Outro que encerrou a carreira de treinador precocemente é Flávio Trevisan, depois de aparecer como interino “porque a Portuguesa não tinha outra saída”. “Foi diferente do jogador que termina a carreira e vira treinador. Eu tenho 30 anos de experiência e não fiz isso da noite para o dia. Não tinha outro jeito, então procurei comandar da melhor forma possível”, disse.


De volta ao mercado, ele garante: vai se limitar a manter o lado físico dos jogadores em alta: “De certa forma, foi uma experiência positiva naquele momento. Mas espero que nunca mais tenha que dirigir uma equipe, porque meu propósito é ser preparador. Não tenho intenção de ser treinador”.

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