Antes de disputar uma vaga na final da Copa Libertadores com o São Paulo, o Chivas Guadalajara encarou um duro desafio nas quartas-de-final contra o Vélez Sarsfield, melhor equipe da competição até então (seis vitórias e três empates).
Depois de empatar por 0 x 0 no jogo de ida, os mexicanos foram à Argentina e bateram os rivais por 2 x 1, em um jogo aberto e cheio de oportunidades para os dois lados. Para o duelo com o Tricolor, o Chivas pretende colocar em campo a mesma agressividade mostrada na partida diante dos argentinos.
“Imagino que seja uma partida muito similar àquela diante do Vélez e esperamos que o resultado seja o mesmo também”, afirmou o goleiro Oswaldo Sanchez, para quem “a chave da vitória é manter a posse de bola para não dar chances de o São Paulo criar”.
O meia Gonzalo Pineda espera que o time mostre uma postura bem diferente da que foi apresentada na derrota por 1 x 0 no jogo de ida. “Tivemos uma tarde ruim e todo mundo se surpreendeu porque o Chivas costuma jogar bem. Esperamos que nessa partida possamos jogar melhor e mais agrupados, com mais ânimo para conseguir vencer”, diz.
O atacante Sergio Santana também lembrou a apatia do grupo na semana passada. “O São Paulo nos apertaram muito bem no meio-campo e fizemos pouco para sair dessa marcação. Agora temos de ser mais ofensivos para buscarmos o resultado. Estamos preparados para agredi-los e sabemos que não há nada perdido”, afirma.
Para o ala-direito Diego Martinez, o ideal é sair em vantagem no placar. “Temos de fazer o primeiro gol para complicar para eles e fazer com que se abram. Faremos uma marcação forte, mas vamos atacar porque a vitória que conquistamos no Morumbi na primeira fase nos mostrou que podemos ganhar deles aqui”, diz.
O técnico Jose Manuel de la Torre também lembrou da vitória por 2 x 1 conquistada na fase de grupos. “A vitória naquela oportunidade é uma referência para que saibamos que temos condições de vencer o São Paulo”, afirma, antes de elogiar o rival: “Trata-se do atual campeão e uma equipe muito entrosada e talentosa”.
O talento dos são-paulinos foi abordado também por Pineda. “Queremos ser ofensivos, mas também não se abrir demais quando tivermos pela frente os bons atacantes do São Paulo. Temos que ser ofensivos com equilíbrio”, discursa.