A reação da torcida do Palmeiras após o empate em 1 x 1 com o Figueirense no Parque Antarctica, na última quarta-feira, continua dividindo o elenco do Verdão. Enquanto o lateral-esquerdo Chiquinho reconhece que ficou emocionado com os gritos de incentivo, o técnico Tite voltou a criticar o comportamento de parte dos fãs.
Chiquinho teve o seu nome gritado pela torcida no decorrer do segundo tempo. A principio, o jogador se assustou e chegou a até mesmo ignorar o chamado de Tite para entrar em campo.
“Foi bom , mas eu não esperava. Lá no Inter eu já estava acostumado com isso. Na hora eu nem sabia que era o meu nome. Achei que era Dininho, timinho, sei lá. Só me toquei quando o Fábio (Mahseredjian, preparador físico) me avisou. Mesmo assim falei: não pode ser eu!”, brincou.
A atitude dos torcedores mexeu com o jogador, que mesmo com contrato vigente no Internacional até 2009, já faz planos pela sua permanência no Verdão. “Eu quero ficar aqui. Não quero voltar mesmo se for para jogar o Mundial. A diretoria do Inter poderia ter me dado uma chance maior e fiquei magoado pelo fato deles me esconderem muitas coisas. Se eu quisesse ganhar dinheiro, ficava lá parado. Mas meu objetivo sempre foi jogar”, garantiu. Seu empréstimo no Palmeiras vai até o final do ano.
Do outro lado, o técnico Tite continuou chateado com os palmeirenses. O treinador elogiou a postura dos torcedores da arquibancada, mas condenou as constantes críticas vindas das numeradas, setor chamado no Parque Antarctica de “Turma do Amendoim” pelo ex-técnico Luiz Felipe Scolari.
“Quero agradecer aos torcedores que incentivaram nossa equipe até o final da partida. Fico feliz com as torcidas organizadas pelo apoio e a compreensão com trabalho. Infelizmente sempre tem os descontentes. Eles têm de compreender que os jovens jogadores precisam de apoio para evoluírem”, garantiu.