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Futebol

Cheia de nomes exóticos como S-10 e Gazito, a Série B local chega a sua reta final

Arquivo Geral

28/10/2015 10h00

 

Além do esforço demonstrado em campo, há jogadores que chamam a atenção pelos nomes e apelidos. A Série B Candanga, que está em sua reta final,  tem casos peculiares. Nos gramados do DF, Gordo e Gazito correram  atrás de Coxinha e Poutergar, enquanto Chumbinho teve que  ficar atento aos   avanços de S-10. Xarás de  famosos como Madruga, Jerry Adrianne  e Romário também estão na disputa.

A maior parte desses cognomes surgiu na infância, como explica o lateral-direito e volante S-10, do lanterna Dom Pedro.

 “Começou com uma brincadeira de criança, me deram diesel para beber com coca-cola”, recorda  Manoel Araújo, que, por conta da brincadeira, passou por maus bocados no hospital quando tinha 10 anos. “O apelido veio do meu pai. Estava jogando bola com ele  l e dei um ‘balão’ nele. Fiquei curtindo com a cara dele dizendo que nunca tinha tomado um drible daquele, daí ele respondeu: ‘eu também tenho 40 anos e nunca tomei S-10”. 

 A Série B local tem também seu Poutegar – uma homenagem ao corredor queniano Paul Tergat -,  assim como Chumbinho, Di María, Tody e Javam defendem o  Planaltina-DF. No Guará,  o técnico Pedro Granato  dá instruções a Madruga, Gotinha e Jow.    

Com apelido nada atrativo para um jogador de futebol, Wanderson Costa, o Gordo, está longe de polemizar com o atacante Walter, do Atlético-PR, pelo físico avantajado. O meia do Planaltina-GO, que foi obeso na infância, ostenta hoje 73 kg bem distribuídos em 1,82m. 

 “Tenho esse apelido desde os nove anos, quando era bem gordo. Pegavam sempre no meu pé. O apelido continuou depois de   velho”, assegura.

Curiosidade

Apelidos históricos

1 Bilé, Pilé… Pelé:   Nem só “anônimos” têm apelidos no futebol. Grandes nomes do cenário nacional ficaram marcados por “sobrenomes” curiosos. O maior de todos, o Rei Pelé, foi um deles. Quando criança, ele assistia aos treinos do Vasco de São Lourenço-MG, time no qual seu pai Dondinho jogava. O goleiro Bilé era uma das inspirações do garoto, que não se continha com as defesas e gritava: “Vai, Bilé. Defende, Bilé”. Ao chegar em Bauru-SP, aos 4 anos, o jovem Edson (Arantes do Nascimento) continuou a vibrar com seu “ Defende, Bilé”. Os amigos à época não entendiam o que ele queria dizer e de “Pilé” passou a ser Pelé.

2 Patente alta:  Falcão (O Rei de Roma), Sócrates (O Doutor), Ademir da Guia (O Divino), Zico (Galinho de Quintino), Garrincha e outros grandes craques também andaram acompanhados de um apelido. 

3 Contemporâneos:  O volante Vampeta é um exemplo. Na infância, os amigos tiravam sarro do garoto ao trocar os dentes. O pequeno Marcos André Batista Santos passou a ser chamado de Vampiro. O temperamento levado do menino de Nazaré-BA transformou o apelido numa junção de Vampiro com Capeta: Vampeta. Adriano (Imperador), Luis Fabiano (Fabuloso), Edmundo (Animal), Edílson (Capetinha), Túlio (Maravilha) se enquadram na mesma categoria.

4 Tem mais:  Flávio Caça Rato (brincava de matar os roedores com seu estilingue), PH Ganso (apelido dado por um roupeiro que o achava desengonçado), Paulinho McLaren (herdou o nome ao homenagear Ayrton Senna num jogo pelo Santos) são outras histórias curiosas. 

5 Curtinhos :  Zito, Tita, Tuta, Peu, Fio, Zinho,  entram na categoria de apelidos curtos, mas protagonistas de longas páginas do esporte. 

Gás não falta ao Planaltina-GO

Depois de ouvir o porquê do apelido, o técnico Christian Ramos, do Planaltina de Goiás, retruca: “é por isso?”.

Sem jeito, o atacante Raimundo Arcanjo de Jesus Neto confirma a história. Gazito, como é conhecido, lembra dos tempos de colégio, quando corria atrás dos caminhões de gás, em Salvador, sua terra natal. “Meu apelido foi dado pelo meu pai. Sempre que chegava da escola e passava o caminhão de gás eu saia correndo atrás dele. Não sei por que. Ele achou graça naquilo e começou a me chamar de Gazito”, explica.

Em busca da Primeira

Em terceiro lugar no campeonato e faltando duas rodadas para o fim, o Planaltina-GO busca uma vaga na primeira divisão do Candangão no ano que vem. Os dois primeiros colocados se classificam.

Marinheiro de primeira viagem, mas experiente no futebol candango como preparador físico, o técnico do clube, Christian Ramos, credita a boa campanha de seu time (ainda não perdeu no campeonato) ao fator surpresa e a união do grupo.

“Fomos criando as possibilidades durante o campeonato. Não éramos os favoritos, trouxemos um elenco desconhecido, mas o resultado do trabalho foi aparecendo. Hoje temos a chance de vencer o primeiro colocado e conquistar uma vaga”, explica.

O Planaltina de Goiás enfrenta o Taguatinga, líder com oito vitórias e somente uma derrota, além de ter o artilheiro do campeonato Edicarlos, com 17 gols. O jogo acontece às 16h30, no Serejão. Nos outros jogos da rodada, o lanterna Dom Pedro encara o CFZ, no Adonir Guimarães. O Legião pega o Brazlândia, no Augustinho Lima. Já o Guará encara o vice-líder Paranoá. Bolamense e Capital, no Serra do Lago, e Botafogo-DF e Planaltina-DF fecham a rodada.

 

 

 

 

 

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