
Se o Atlético-MG não conseguiu acompanhar a ascensão do Corinthians no returno do Brasileirão, a resposta pode estar na queda de rendimento da defesa atleticana. Com uma média de 0,94 gols sofridos no primeiro turno, o Galo viu este número aumentar em 67% na segunda metade da competição, o que torna o desempenho defensivo alvinegro um dos pontos a serem melhorados para a próxima temporada.
Diante disso, o anúncio de Diego Aguirre como novo técnico do Galo foi recebido com pé atrás, devido ao seu perfil “ofensivo”, mesmo ele tendo acumulado uma boa média de 0,91 gols sofridos em sua passagem pelo Internacional neste ano. Tendo ou não características mais ousadas no ataque, o treinador uruguaio tem a confiança do diretor de futebol atleticano, Eduardo Maluf, na correção dos problemas defensivos apresentados pelo Atlético-MG nesta temporada.
“Quando nós o contratamos, ouvi que o Aguirre tem um estilo ofensivo e que o Atlético estava precisando de uma pessoa que fosse mais defensiva. Trabalhei com o Levir Culpi em um período em que as críticas diziam que ele era muito defensivo e que só jogava com três volantes. Anos depois, trabalhei com ele e a grande característica dele era a ofensividade. E nada impede que o Aguirre concerte a parte defensiva”, salientou Maluf.
Satisfeito com a contratação de Aguirre, o dirigente atleticano salientou que o treinador uruguaio, ao contrário dos demais estrangeiros que estão chegando ao Brasil, já se encontra adaptado ao futebol brasileiro, mesmo tendo comandado apenas o Internacional no país. De olho na disputa da Copa Libertadores do ano que vem, Maluf relembrou o bom retrospecto do novo comandante atleticano na competição nacional e não se furtou em dizer que o treinador tem a “cara do Atlético-MG”.
“Acho que todo técnico estrangeiro tem uma dificuldade num primeiro momento quando ele vem para o Brasil. Acho que o Aguirre foge um pouco disso, porque ele, como jogador, atuou três anos e meio no Brasil. Como técnico, disputou uma Libertadores e foi vice-campeão pelo Peñarol, veio ao Brasil para dirigir o Internacional, foi campeão regional e teve uma campanha espetacular na Libertadores”, comentou.
“No único encontro que tivemos com ele, eu e o Daniel (Nepomuceno, presidente do Atlético-MG) não tivemos dúvidas de que estávamos acertando com a pessoa certa. O Aguirre tem brilho nos olhos, uma vontade grande de conquistas, conhece como ninguém o time do Atlético. Nas conversas, ficamos surpreendidos e acho que fizemos a opção de um nome bom. Acho que ele tem a cara do Atlético e vai demonstrar isso no decorrer do ano”, completou.