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Futebol

Ceni faz tratamento intensivo e mantém esperança de jogar

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

A rotina do goleiro Rogério Ceni está bem definida até o fim desta semana. Em função da contusão na panturrilha que sofreu no sábado, o jogador está se submetendo a tratamento de nove horas diárias no CT da Barra Funda e ainda mantém a esperança de jogar contra o Ipatinga, na próxima rodada do Brasileirão.


“Eu senti na hora do arranque e isso requer um pouco mais de tempo, mas vamos ver como vai ser a evolução. Se eu sentir que não tenho condições, vai o Bosco para o jogo e tenho confiança nele. Mas, se achar que tenho chance, eu me coloco à disposição do treinador. A chance de jogar é pequena, mas não descarto. Fico nove horas em tratamento aqui todo dia por isso”, afirmou.


Na verdade, Rogério está passando 11 horas por dia no CT, já que tem também o tempo de almoço e descanso. Em ritmo acelerado para tentar voltar a jogar já contra o Ipatinga, o capitão tricolor reconhece que abusou do ritmo do treino na manhã de sábado passado, quando a lesão muscular da panturrilha direita se agravou.


“Treinei menos na semana passada porque estava sentindo um pouquinho, mas quis compensar no sábado e esse foi meu erro. Se tivesse segurado um pouco, poderia até ter jogado (contra o Cruzeiro). Depois de velho, o jogador acaba se traindo e passando um pouquinho do limite (risos)”, comentou o atleta, que admitiu ter começado a sentir a dor no jogo contra o Sport, dia 21 de setembro.


Se não conseguir se recuperar a tempo para atuar no sábado contra o Ipatinga, Rogério deverá estar pronto para a rodada seguinte, diante do Náutico. “Eu me machuco só uma vez por ano e é sempre coisa leve, que precisa só de duas semanas de recuperação”.


Para não perder o tempo de bola, Rogério concilia o tratamento a treinos específicos de goleiro. Nesta quarta, o atleta ficou de joelhos para defender algumas bolas no gramado. “Ficando de joelhos, eu não forcei a panturrilha. Quando o goleiro fica sem treinar com a bola, demora mais para entrar no ritmo”, concluiu.


 

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