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Futebol

Ceni alega que declarações foram em tom de alerta para a diretoria

Arquivo Geral

19/07/2013 13h00

Um dia depois de o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, comentar as declarações de Rogério Ceni após a derrota para o Corinthians na decisão da Recopa Sul-americana, o goleiro são-paulino se manifestou. A crítica de Rogério em relação a um São Paulo que “parou no tempo” deu início à troca de farpas. Nesta sexta, em entrevista à ESPN, Ceni disse que fez um alerta, e não uma crítica à diretoria.

 

“Todos nós reconhecemos os investimentos feitos, por exemplo, no Centro de Treinamento de Cotia, que é de primeiro mundo. Eu mesmo morei debaixo das arquibancadas do Morumbi, de 90 a 94. A modernização que foi feita no estádio (também) é indiscutível. Eu só acho que as coisas são maiores que isso. Eu vejo os outros times evoluindo. É natural que o São Paulo precise estar sempre atento a isso. Os outros times vêm se desenvolvendo muito e foram atrás desse tempo perdido”, declarou.

 

Em relação às declarações de que estaria com alguns movimentos prejudicados por causa da lesão no pé sofrida ainda na primeira fase do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, em uma dividida com Alexandre Pato, o goleiro foi enfático.

 

“Meu pé está perfeito. Desde a parada da Copa das Confederações, eu me sinto melhor. Eu nem sequer fui ao departamento médico fazer tratamento médico nesses 25, 30 dias. Por mais que eu quisesse jogar, se o atleta não tiver condições, é impossível ir para o campo. Hoje eu me sinto em perfeitas condições para atuar. No jogo contra o Vitória, eu tive a felicidade de converter uma falta em gol. Durante todo esse tempo, eu nunca me abstive, nunca deixei de cobrar um pênalti”, disse.

 

Sobre a aposentadoria, outro tema abordado por Adalberto Baptista na última quinta-feira, Ceni admitiu que já está planejando pendurar as chuteiras.

 

“Eu realmente estou me preparando para, em alguns meses, parar. Não é segredo para ninguém. A única coisa que eu posso garantir é que mantenho comigo a mesma vontade de ganhar jogos, de conquistar títulos que eu tinha há 20 e poucos anos, quando cheguei ao Morumbi. Muitos me consideram chato por isso, mas eu quero sempre ganhar”, afirmou.

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