Thiago Henrique de Morais
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O atual campeão candango, Ceilândia, corre sério risco de não participar do campeonato local do ano que vem. Mesmo com a apresentação marcada para a próxima segunda-feira, a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) ameaça a exclusão do time da elite. O motivo é o fato de a cúpula do Gato não ter assinado um termo de compromisso exigido pela entidade no último arbitral – reunião para definir as diretrizes do Candangão.
“Na reunião do dia 30 de novembro, por unanimidade, todos os presidentes aceitaram assinar esse termo. Isso serve para evitar a desistência de clubes, como já aconteceu nos torneios das categorias de base. É para proteger o clube”, explicou o assessor jurídico da FBF, Leonardo Guimarães. Além do termo de compromisso, os clubes devem apresentar a certidão negativa de débito com a FBF e com o Tribunal de Justiça Desportiva.
Com a não assinatura do Ceilândia e do Brazlândia até a tarde de segunda-feira, a entidade divulgou em seu site uma notificação para clubes assinarem em até 48 horas, com o risco de serem rebaixados. O Brazlândia, mesmo a contragosto, assinou o documento.
O homem-forte do Ceilândia, José Beni, se negou a assinar o termo com a justificativa de que não há qualquer pendência junto à entidade. “Não sei que documento é esse. Isso é uma coisa de um incompetente para prejudicar os clubes. Não temos qualquer débito com a FBF. Não existe qualquer possibilidade de não disputarmos o campeonato”, disparou Beni.
O assessor jurídico da FBF, no entanto, garantiu ter enviado os documentos para os clubes por diversas formas. “Entramos em contato por telefone, no mural da FBF, enviamos essa notificação por telegrama e um email aos demais dirigentes”, argumentou Guimarães.
O presidente do Brazlândia, Moacir Ruthes, não poupou críticas à FBF. “É um absurdo. Em 15 anos no futebol, não assinei termo. Em pelada é que se faz isso. Antes éramos amadores e, agora, peladeiros”, criticou. O Brazlândia terá Silvio de Jesus no comando novamente.