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Futebol

Ceilândia pressiona, mas não sai do zero, em casa, contra o Ceará

Arquivo Geral

04/04/2013 10h05

Visitar as praias de Fortaleza está cada dia mais caro para quem mora em Brasília. Imagine, então, como seria ganhar passagens e hospedagens para passar dois dias na capital cearense? Talvez esses poucos dias de sol e mar possam ter ajudado a motivar o Ceilândia. Ontem, o time candango empatou por 0 x 0 com o Ceará, no Abadião, e terá direito a uma segunda partida na primeira fase da Copa do Brasil.

 

Confirmada a igualdade, o Gato viaja na próxima quarta-feira para enfrentar o Vozão, às 22h, no Castelão, dependendo de uma vitória simples ou até de um empate com gols. Em caso de um novo empate com placar em branco, a disputa será em cobrança de pênaltis.

 

Faltou o gol

Quem achou que o Vozão escaldaria o Gato logo de uma vez – se vencesse a partida por dois ou mais gols de diferença não seria realizada a volta – descobriu que a trupe do comandante Adelson de Almeida estava mesmo disposta a “pegar um bronze” na Praia do Futuro, famosa em Fortaleza.

 

Durante todo o jogo, o Ceilândia esteve no ataque, mas esbarrou na falta de pontaria e muitas vezes no nervosismo de alguns jovens. Caso dos meias Dudu e Alisson e, principalmente, do atacante Elvis. ”Estamos reformulando o plantel e pagamos um preço por isso. São bons jogadores, claro que sentiram um pouquinho, mas faz parte do amadurecimento deles”, avaliou Adelson. “Estamos trabalhando bem, mas a bola insiste em não entrar”, lamentou o treinador.

 

Gato preto cresce o olho

Depois do empate sem gols diante do favorito Ceará, o Ceilândia espera que a experiência de seus veteranos fale mais alto. Ao sair de campo, o atacante Dimba não desconsiderou o bom resultado, mas sabia que poderia sair com a vitória. “Temos que colocar na cabeça dos nossos jogadores daqui que no futebol tudo é possível”, motivou o atacante, que foi poupado e entrou nos minutos finais: “Podemos nos classificar sem problema algum, pois o time deles não tem nada de diferente do nosso.”

 

Quem também mostrou confiança foi o técnico Adelson. Antes arredio à competição, ele agora se vê esperançoso. “Vamos confiante, já conhecendo o time deles. Sabemos das dificuldades e da torcida do Ceará que pressiona”, comentou.

 

Surpresa

O jovem Elvis se destacou. Ele atuou com a camisa 9 e foi o companheiro de ataque de Cassius e Dimba. “Faltou um pouco de tranquilidade na conclusão das jogadas”, lamentou o garoto.

 

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