Da Redação
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Antes despistado, agora o amistoso entre a seleção brasileira e a boliviana foi oficialmente confirmado ontem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Em entrevista ao jornal O Globo, José Maria Marin comentou que a partida será uma forma de o Brasil “limpar sua imagem” por conta da morte de Kevin Espada na partida entre San José e Corinthians, em Oruro, pela Taça Libertadores da América. E foi além: a renda será revertida para a família do garoto de 14 anos.
“É uma causa nobre. Isso não devolve a vida do garoto, mas é uma homenagem do futebol brasileiro à memória dele, e uma ajuda à família”, comentou o mandatário.
O jogo, antecipado pelo Jornal de Brasília, será disputado em Santa Cruz de la Sierra, no dia 6 de abril, um sábado. O empecilho que o técnico Luiz Felipe Scolari terá pela frente é que ele poderá contar apenas com jogadores que atuam no País, pois a data não é reservada pela Fifa. O molde é o mesmo adotado no Superclássico das Américas e que será usado no amistoso do dia 24 de abril contra o Chile, em Porto Alegre.
Chefia
A CBF escolheu o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, para ser o chefe da delegação da seleção brasileira nos amistosos contra a Itália, no dia 21, e contra a Rússia, no dia 25. A comissão técnica e os jogadores que atuam no Brasil embarcam para a Europa no domingo.
Pesada, mas nem tanto
A Justiça de São Paulo condenou ontem a CBF e a Federação Paulista de Futebol (FPF) a pagar uma indenização milionária por conta do escândalo conhecido como Máfia do Apito, esquema de manipulação de resultados que em 2005 causou um tumulto no futebol tupiniquim.
A multa, entretanto, foi bem menor que a previamente estabelecida: a CBF teria que arcar com R$ 160 milhões e a entidade paulista pagaria outros R$ 60 milhões. Na ocasião, o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho admitiu ter influído diretamente em partidas do Campeonato Paulista, da Libertadores e do Brasileirão.