O eixo Rio-São Paulo sempre foi apontado com o mais forte do País, tanto pelo número de clubes na Série A quanto pelos títulos. Nesta temporada, no entanto, os dois estados têm passado por sérias dificuldades.
A campanha dos paulistas no Brasileirão é pífia. Na oitava colocação, o Santos é o melhor no torneio. Já a Ponte Preta, rebaixada para a Série B, é a única com chances de disputar a Taça Libertadores de 2014 – é finalista da Copa Sul-Americana.
O Rio de Janeiro, por sua vez, pode ter somente duas equipes na elite nacional em 2014 (Fluminense e Vasco brigam contra a degola), sendo ultrapassado pelos clubes de Santa Catarina.
O estado pode emplacar três times na Série A. Chapecoense e Figueirense conquistaram o acesso, enquanto o Criciúma luta para permanecer na Primeira Divisão.
A possibilidade não surpreende quem trabalha no estado. Tratado como “estepe” em seu início de carreira no Fluminense – assumiu inúmeras vezes o comando quando algum treinador era demitido -, Vinícius Eutrópio, técnico do Figueirense, comemora a estabilidade na equipe. “Apostaram no meu trabalho e tive um grande aproveitamento. Fizemos um planejamento e logística de Série A”, comemora.
Para Eutrópio, a força do estado já é uma realidade. “Os clubes se estruturaram e cresceram com uma base séria. Todos têm seu Centro de Treinamento, estádio em condições, e isso atrai jogadores para cá. As coisas não acontecem por acaso”, reforça.
Cinco forças
Santa Catarina conta com cinco clubes nas Séries A e B (Criciúma, Chapecoense, Figueirense, Joinville e Avaí), o que credencia o campeonato estadual com uma competitividade maior do que outros – Mineiro e o Gaúcho, por exemplo.
“Cheguei em 2009 e nos cinco anos que estou aqui, vejo muita disputa no estadual. Anteriormente só se ouvia em Rio de Janeiro e São Paulo, mas em cinco anos o futebol catarinense tem mostrado muita força”, afirma o meia Neném, natural de Santa Catarina e contratado pela Chapecoense em 2009, quando o clube disputava a Série C do Brasileiro.