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Futebol

Caso Valdívia: Advogado estranha decisão do STJD

Arquivo Geral

29/10/2007 0h00

“Estranha”. Essa foi a definição do advogado do Palmeiras, Luiz Roberto Castro, sobre a intenção do procurador-geral do STJD, Paulo Schmmit, em aplicar uma suspensão preventiva ao meia Valdívia depois de analisar as imagens da expulsão do jogador na partida contra o Vasco da Gama.

“É um direito do Paulo (Schmmit) fazer a denúncia, pois é o trabalho dele, mas me soa muito estranho ouvir falar agora em suspensão preventiva. Foi uma agressão, mas não foi pior do que a cotovelada do Obina ou o chute do Túlio no Leandro, que estava caído no chão”, comparou Castro, citando o lance envolvendo o atacante do Flamengo e o zagueiro Índio, do Internacional, e a jogada envolvendo o volante do Botafogo e o atacante do São Paulo.

Na opinião do advogado, o Tribunal está alterando sua forma de agir em um momento decisivo do Brasileirão, sem motivo aparente. “Não tem o menor sentido. Estão mudando a forma de conduta que tiveram o campeonato todo. As únicas suspensões preventivas que vi foram a do Dodô (Botafogo) e a do Marcão (Internacional), ambas por doping”, lembrou.

Se for denunciado no artigo 253 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), Valdívia pode pegar uma suspensão variável entre 120 e 540 dias. Para evitar isso, Luiz Roberto Castro adotará tática semelhante a usada pelos advogados do Flamengo. “Eles conseguiram enquadrar a cotovelada do Obina em ato hostil (art.255) e é isso que eu também vou tentar, pois, nesse caso, a punição varia de um a três jogos”.

Se conseguir sucesso na mudança de artigo, o Palmeiras poderá contar com Valdívia nas três últimas rodadas do Brasileirão (contra Fluminense, Internacional e Atlético-MG), já que o jogador, por ser réu primário, segundo Castro, não pode pegar a pena máxima no julgamento do STJD.

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