O episódio do gás tóxico nos vestiários do São Paulo no clássico de domingo no Palestra Itália não será discutido na cúpula da Federação Paulista de Futebol (FPF) nos próximos dias. Esta é a definição do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, e do presidente do Palmeiras, Affonso Della Monica. Ambos preferem esperar a definição das autoridades no caso antes de qualquer pronunciamento.
De acordo com Della Monica, seu clube já fez o que deveria: procurou a Polícia Militar para realizar uma perícia e um laudo sobre o caso. A análise dos policiais no local ocorreram no próprio domingo, tiveram uma nova etapa nessa segunda-feira e devem prosseguir neste terça-feira. O resultado da investigação deve sair nos próximos 30 dias.
“Dentro da transparência da nossa administração, fizemos um boletim de ocorrência para apurar as responsabilidades e a delegada Renata Correa esteve no local e solicitou o Instituto de Criminalística para um laudo da perícia. Estamos aguardando esse laudo, que dará uma posição oficial se houve lançamento do gás por alguém e de que forma foi feito isso”, declarou o mandatário alviverde.
Com postura parecida, Del Nero não quer se posicionar sobre o caso e repete que uma possível punição ao Palmeiras será decidida exclusivamente pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP), que apurará o caso ainda nesta semana e, se receber denúncia, pretende marcar o julgamento já para esta segunda-feira.
“Não posso fazer nenhuma análise. Não acredito em nada. Quem julga é o Tribunal. Se alguém jogou vai ser apurado pela Polícia e pelo Tribunal. Eu nem tenho condições de julgar isso”, justificou Del Nero. “Aguardamos o laudo da Perícia para que depois o Tribunal possa dar um parecer final”, reforçou Della Monica.
Apesar da cautela em relação ao caso, o presidente da FPF utiliza a polêmica para repetir suas críticas às torcidas organizadas. “Foi algo lamentável. Na verdade, sempre que acontece isso é com as organizadas. Um torcedor normal não faz isso. Só pode ser vândalo, bandido, que não gosta de futebol. E essas pessoas estão dentro das organizadas, que combatemos tanto”.
Del Nero, no entanto, avisa que, seja o culpado um torcedor organizado ou não, o clube do Palestra Itália não está livre de interdição. “Seja Mancha Verde ou quem for, o Palmeiras também responde por seus torcedores”, concluiu.