Vicente Melo
vicente.melo@jornaldebrasilia.com.br
Túlio é “o cara” dentro do Sobradinho. Jogador de renome nacional, o volante decidiu voltar a Brasília, sua terra natal, para cumprir um sonho e uma missão. O sonho é de encerrar a carreira perto de casa. A missão é recolocar o futebol candango novamente sob os holofotes. Palavras do próprio jogador de 36 anos e com passagens marcantes por Goiás e Botafogo. Para tanto, o jogador já começa a mostrar sua veia de dirigente – função que ele projeta exercer no futuro – ao trazer antigos companheiros para formar um elenco que, no âmbito local, pode ser chamado de “galático”.
“O jogador tem que vestir a camisa integralmente. Não é porque eu sou atleta que eu não posso conversar com o Branco (técnico) e indicar jogadores que jogaram comigo, que eu tenho confiança de que podem nos ajudar bastante. Com o Fabão (zagueiro) e com o Zé Carlos (lateral-esquerdo) foi exatamente assim”, comentou o volante, citando dois dos medalhões do elenco da equipe alvinegra.
O defensor tricampeão mundial com o São Paulo em 2005 admitiu que um dos fatores que o motivaram a acertar com o Sobradinho foi a dupla formada por Túlio e Branco. “Claro que poder ficar perto da minha família, em Goiânia, pesou. Mas o convite do Túlio e do Branco, além do projeto do Sobradinho, me fizeram optar por vir para cá”, afirmou o zagueiro, que só chegou em Brasília na sexta-feira e iniciou ontem a preparação física. Fabão fez circuitos e uma corrida na pista de atletismo do Estádio Augustinho Lima enquanto os titulares disputavam um jogo treino contra as seleções de Sobradinho I e II.