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Futebol

Capitão do Peixe enaltece elenco são-paulino e pede humildade ao time

Arquivo Geral

28/10/2015 10h30

Santos e São Paulo fazem hoje a partida mais importante das duas equipes na temporada até o momento. Nesta reta final de 2015, os dois rivais vêem a Copa do Brasil como a grande chance de levantar uma taça e ainda garantir uma vaga na próxima Copa Libertadores da América. À partir das 22 horas, na Vila Belmiro, o segundo clássico San-São válido pela semifinal da competição vai manter vivo o sonho de apenas um time. O outro terá de deixar o torneio e apostar tudo na acirrada disputa por um lugar no G4 do Campeonato Brasileiro, onde título já é um objetivo impossível de ser alcançado.

“Tem jogadores no São Paulo que estão motivando os companheiros, perguntando se acreditam que podem reverter. Tem muita coisa em jogo. Quem passar vai disputar uma final e isso é especial. Entendemos que o São Paulo vai vir para cá acreditando, porque tem bons jogadores. Se não tivermos humildade para entender a qualidade do adversário, esquece, não vamos ter êxito”.

Essas são palavras de Ricardo Oliveira, capitão santista e maior esperança de gols da torcida alvinegra para esta noite, no estádio Urbano Caldeira. E para justificar sua cautela, o camisa 9 ressalta a qualidade do elenco Tricolor, que conseguiu uma vitória fora de casa no fim de semana, diante do Coritiba, motivando o time para esta decisão em que já começa com a desvantagem de ter perdido por 3 a 1 no Morumbi, no primeiro confronto. Ricardo Oliveira inclusive pediu uma atenção especial com Alexandre Pato, artilheiro são-paulino.

“Ele é muito talentoso, tem demonstrado isso. Por onde passou fez gols e tem boas atuações, já vestiu a camisa da Seleção. Entendemos que é um atleta desequilibrante e tem de ser vigiado de perto”.

Hoje centroavante do Peixe e identificado com o clube da Baixada Santista, Ricardo Oliveira sempre foi muito bem visto no São Paulo, equipe que defendeu em 2006 e 2009. Na primeira passagem, conquistou o título Brasileiro, inclusive. Amigo pessoal de Rogério Ceni, o centroavante admitiu que não imagina como o goleiro, capitão e ídolo são-paulino está vivendo este momento, já que a partida desta quarta representa a última chance de Ceni conquistar um título antes de sua aposentadoria. Aliás, a Copa do Brasil seria uma conquista inédita tanto para o camisa 1 quanto para o clube Tricolor.

“Falar de amigo é meio complicado. Tive uma excelente relação com ele no São Paulo, de trabalho e de amizade. Um cara que vive o futebol. Nunca vi ninguém viver tão intensamente como ele. É um exemplo de profissional”, comenta.

“Não sei como a cabeça dele está, mas imagino que esteja desfrutando o máximo esses momentos. E eu vou enfrentá-lo e tentar fazer gol nele. E ele vai tentar evitar. Nesse momento não tem a amizade, cada um faz o seu da melhor maneira possível”, diz Oliveira, deixando claro que o Santos está preparado para enfrentar as dificuldades que o São Paulo, com a força de seus jogadores, vai tentar impor no jogo.

“A gente respeita muito o São Paulo. É um jogo de 180 minutos e temos a vantagem de decidir em casa. Mas não vamos pensar no resultado feito no Morumbi”, conclui.

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