Lucas Magalhães e Natasha Dal Molin
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A tradicional pelada, mais do que uma forma de fazer uma atividade física, é uma oportunidade de reunir amigos. Em Brasília, cravado em um ponto central da capital, o Parque da Cidade disponibiliza sete campos para a prática do futebol. No período noturno, entretanto, os adeptos da modalidade buscam outras “arenas”.
Os frequentadores mais assíduos são carcarás e corujas, já que o solo dos campos é irregular e no lugar da grama há muita terra vermelha. Em alguns pontos, o terreno é fofo ou tomado por pedras.
Vinte e dois postes iluminam os sete campos, num total de 64 lâmpadas, que, por serem fotossensíveis, ficam acesas cerca de 12h. Embora a administração do Parque não informe o tipo de lâmpada, o prejuízo é considerável.
Caso a lâmpada seja de 250W de potência, comumente utilizada nestes ambientes, mensalmente, são consumidos 5.760 kWh pelos sete campos.
Tomando como base o valor residencial de cada kWh, seriam gastos, mensalmente, cerca de R$ 2 mil apenas na iluminação dos campos.
O auxiliar administrativo Gessone Marculino costumava jogar com os amigos nas quadras de futsal do parque. Hoje, prefere pagar o aluguel de um campo society – uma hora chega a custar R$ 200. “Fica até complicado de conseguir quórum para jogar uma pelada lá porque a impressão que a gente tem é de que não tem segurança”, diz.
Acostumados a ir ao Parque, os estudantes Raphael Campos, de 22 anos, e João Caneiro, 21, concordam que o espaço precisa de reforma. “Não me sinto atraído a vir jogar futebol no parque por causa da péssima situação dos campos, que têm morro, cupinzeiros e estão em uma parte bem isolada. Os banheiros e bebedouros não são próximos e a iluminação nos arredores também não é boa”, enumera Raphael.
Yago de Melo, 18 anos, frequenta o parque e confessa que nem sabia da existência dos campos de futebol. “Devia ter mais divulgação, um guia com as opções do parque”, atesta.