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Futebol

Campos pouco utilizados custam ao menos R$ 2 mil por mês

Arquivo Geral

02/06/2015 7h01

Lucas Magalhães e Natasha Dal Molin

torcida@jornaldebrasilia.com.br

A tradicional pelada, mais do que uma forma de fazer uma atividade física, é uma oportunidade de reunir amigos. Em Brasília, cravado em um ponto central da capital, o Parque da Cidade disponibiliza sete campos para a prática do futebol. No período noturno, entretanto, os adeptos da modalidade buscam outras “arenas”. 

Os frequentadores mais assíduos são carcarás e corujas, já que o solo dos campos é irregular e no lugar da grama há muita terra vermelha. Em alguns pontos, o terreno é fofo ou tomado por pedras. 

Vinte e dois postes iluminam os sete campos, num total de 64 lâmpadas, que, por serem fotossensíveis, ficam acesas cerca de 12h. Embora a administração do Parque não informe o tipo de lâmpada, o prejuízo é considerável.

Caso a lâmpada seja de 250W de potência, comumente utilizada nestes ambientes, mensalmente, são consumidos 5.760 kWh pelos sete campos.

Tomando como base o valor residencial de cada kWh, seriam gastos, mensalmente, cerca de R$ 2 mil apenas na iluminação dos campos. 

O auxiliar administrativo Gessone Marculino costumava jogar com os amigos nas quadras de futsal do parque. Hoje, prefere pagar o aluguel de um campo society – uma hora chega a custar R$ 200. “Fica até complicado de conseguir quórum para jogar uma pelada lá porque a impressão que a gente tem é de que não tem segurança”, diz.

Acostumados a ir ao Parque, os estudantes Raphael Campos, de 22 anos, e João Caneiro, 21, concordam que o espaço precisa de reforma. “Não me sinto atraído a vir jogar futebol no parque por causa da péssima situação dos campos, que têm morro, cupinzeiros e estão em uma parte bem isolada. Os banheiros e bebedouros não são próximos e a iluminação nos arredores também não é boa”, enumera Raphael. 

Yago de Melo, 18 anos, frequenta o parque e confessa que nem sabia da existência dos campos de futebol. “Devia ter mais divulgação, um guia com as opções do parque”, atesta. 

Saiba mais
O Parque da Cidade Sarah Kubitschek foi fundado em 1978.
 
Com 420 hectares, é considerado o maior parque urbano do mundo.
 
Além dos campos de futebol, o parque disponibiliza quadras de vôlei, basquete, tênis, pista de cooper e ciclismo. 
 
No último sábado, às 15h, uma jovem de 21 anos foi vítima de sequestro-relâmpago no parque. Ela foi liberada no mesmo dia e ninguém foi preso.
 
Modelo segue padrão estrangeiro
De acordo com o gestor do Parque da Cidade, o subsecretário Alexandro Ribeiro, as luzes acesas são uma tendência vista em outros espaços públicos, como parques no exterior.
 
“O local tem que estar pronto para o usuário quando ele quiser usar. Se ficasse tudo apagado, seria um fator para afastar quem quisesse estar lá à noite, pontua.
 
Ciente das reclamações dos frequentadores do parque, que gostariam de jogar futebol no local, Ribeiro abona o problema com a falta de segurança. Segundo ele, isso não serve de empecilho para o uso dos campos.  O gestor garante que as rondas no local são frequentes, feitas pela Polícia Montada e por uma empresa de segurança patrimonial.
 
“Para uma pessoa que não conhece, estar em um local claro, no meio de um ponto escuro, pode incomodar. Mas estamos falando de uma atividade em que você precisa estar com mais umas 12 pessoas para jogar”, argumenta Ribeiro. 
 
Ações
O subsecretário garante ainda que é de interesse do Parque que os campos sejam usados – tanto durante o dia, quanto à noite. 
 
O gestor indica que há ações previstas para revitalizar o local, envolvendo não só o futebol, mas também outras modalidades, como o futebol americano e até mesmo o beisebol. 
 
“O futebol vai sempre ter o espaço dele”, ressalta.
 

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