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Futebol

Campeonato Paulista terá ponto eletrônico para a arbitragem

Arquivo Geral

12/01/2007 0h00

A tradição da FPF de buscar inovações em seus campeonatos será mantida. O Campeonato Paulista, cuja primeira rodada está marcada para o meio da próxima semana, terá, entre outras novidades, a utilização do ponto eletrônico em todos os jogos da Série A-1. A decisão pretende facilitar a comunicação entre os árbitros e seus auxiliares durante toda competição.

Uma palestra sobre o assunto será realizada neste final de semana, encerrando os sete dias de pré-temporada realizada pela arbitragem paulista. Logo em seguida será publicado um manual com orientações de como e em que ocasiões árbitros e assistentes deverão se manifestar pelo rádio. A promessa é a de que não aconteçam mais problemas como o da polêmica anulação do gol de Carlitos Tevez, no clássico do Corinthians contra o Palmeiras, dia 26 de março de 2006.

Na ocasião, o bandeira Evandro Luiz Silveira avisou apenas via rádio ter visto falta de Carlitos Tevez em cima do zagueiro Leonardo Silva. Cléber Wellington Abade estava em movimento e só ouviu um ruído. Ana Paula de Oliveira levantou a bandeira para avisar o árbitro, que só depois anulou o gol que o argentino havia marcado na seqüência da jogada.

“Aquele era o primeiro dia com o ponto eletrônico e a gente talvez tenha se preocupado demais com o aparelho. Mais importante de tudo é que, independente da polêmica, houve acerto nosso naquela decisão”, comenta Cléber Wellington Abade, quase um ano depois do ocorrido.

Paulo César de Oliveira, árbitro que está em primeiro lugar no ranking da FPF, também se mostrou a favor da utilização do aparelho. “Esta é uma novidade para a maioria do grupo de árbitros. Acho que o mais importante é usar a tecnologia como um recurso a mais para que você acerte, mas sem jamais esquecer do básico”, opina.

Segundo Oliveira, o que gerou polêmica no clássico entre Corinthians e Palmeiras do ano passado foi o fato de Evandro Luiz Silveira ter se preocupado em avisar o colega via rádio e esquecido de sinalizar a infração devidamente. “Se ele tivesse levantado a bandeira, não haveria tanta polêmica. Este é um sinal universal que todo o estádio teria entendido. Depois, era só dar seqüência pelo ponto eletrônico”, afirmou.

Para colocar em prática a nova aparelhagem na Série A-1, a Federação Paulista de Futebol conta com um convênio com a Motorola, que disponibilizará dez kits com cinco rádios cada. O equipamento colocará em comunicação o árbitro principal, o quarto árbitro e os dois auxiliares. Um rádio ficará de reserva.

Ana Paula Oliveira é a favor da utilização do ponto eletrônico. Em 2006, a bandeira testou a novidade e ajudou a FPF a definir o manual de utilização do aparelho junto com outros colegas. Neste final de semana, ela estará ausente porque foi convidada a apitar um jogo da primeira rodada Campeonato Baiano. “Vai ser bom porque eu já chegarei aquecida após as férias e treinarei os reflexos para o Paulistão”, conta.

Durante a semana, ela e os árbitros paulistas foram instruídos pelo paraguaio Venâncio Zarate. Ele é o responsável pela padronização dos critérios nas arbitragens e vem fazendo um trabalho junto à Fifa e à Conmebol. “Naquele clássico entre o Corinthians e o Palmeiras, levei porrada de todo mundo por causa do ponto eletrônico. A imprensa adora uma polêmica”, brincou Ana Paula, que está fazendo curso de jornalismo e pretende seguir carreira.

Comandante da Comissão de Arbitragem da FPF, o coronel Marcos Marinho também está tranqüilo em relação ao ponto eletrônico. Ele compareceu nesta sexta-feira ao hospital Sema, na Zona Leste, onde foram realizados os exames oftalmológicos nos árbitros paulistas. “Em 2006 foi só uma polêmica. Depois, todos os jogos transcorreram normalmente. Nossa intenção no futuro é ampliar a utilização do rádio para a Série A-2, A-3 e até para a segunda divisão”, disse o coronel Marinho.

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