Quando o apito final soar no dia 18 de maio no estádio Nacional Mané Garrincha, conheceremos o time soberano da edição 2013 do Candangão. Brasília e Brasiliense foram os mais competentes do certame local e voltam a medir forças na decisão que marca a abertura do novo e moderno estádio.
Mas, antes disso, uma primeira batalha entre as duas equipes acontece hoje, às 16h, no estádio Serejão, palco dos três confrontos até agora entre os times.
O Colorado tem duas vitórias. A primeira, na estreia do campeonato, quando os acompanhantes do torneio local foram surpreendidos por um jovem atacante que entortou a defesa adversária e ainda marcou dois gols.
Trata-se de Luquinhas, o cara que desbancou o Brasiliense e sua nova aposta, Romarinho – eles estrearam no mesmo dia. “Nós sabíamos do nosso potencial, mas a imprensa, não. O time todo sabia que poderia desbancar o Brasiliense naquele jogo e surpreendemos os outros, não a nós”, disse o atacante que estará hoje em campo.
Para o meia Baiano, vencer na estreia era o ideal, mas… “Naquele jogo eles entraram mais determinados e saíram merecedores da vitória. A bola não entrou. Tanto que acabaram campeões”, recordou.
O massacre
De fato, o Brasília mostrou um grande poderio ofensivo no primeiro turno. Na final, novamente o Jacaré era o adversário, que só havia perdido aquela primeira partida até então. “No primeiro jogo da final, eles souberam aproveitar e nosso jogo não encaixou. Eles têm uma marcação muito forte. Quando vimos, já estava 2 x 0”, disse Baiano.
A partida terminou 3 x 1 para o Brasília e a afirmação de uma grande equipe. “Nós tínhamos a vantagem do empate, mas não pensamos nisso e fomos para fazer gols. Penso em gols em todos os jogos que entro”, garante Luquinhas.
Algo diferente
Na segunda partida, com uma vantagem elástica, além de jogar pelo empate, o Brasília relaxou e perdeu por 1 x 0. Mesmo assim, levantou a taça do primeiro turno. “Perdemos na hora que podíamos. Foi um momento especial levantar a taça”, lembrou Luquinhas.
Porém, foi a partir dessa vitória magra e inexpressiva que surgiu a potência amarela. Desde então, o Brasiliense não perdeu mais e sustenta uma invencibilidade até hoje. “Nosso objetivo era chegar à final, não importava o adversário”, disse Baiano, que não saiu de campo em nenhum momento das partidas subsequentes. Não por acaso, ele se tornou um dos pilares do time.
O jogador deve exercer o papel de meia, já que Lucas está fora, assim como Rodrigo Tiuí, com problemas no púbis – em seu lugar entra Giso. O Brasília deve entrar em campo com a base que jogou o campeonato, incluindo seu ataque de 14 gols, com Luquinhas e Giba.