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Futebol

Cajá vê time de 2008 melhor, mas sonha em fazer história com título

Arquivo Geral

10/11/2014 14h20

 

A Ponte Preta está perto de conquistar o primeiro título de sua história, mas, ainda assim, o time atual não é preferido do maior xodó do torcedor da Macaca nos últimos anos. De acordo com Renato Cajá, a equipe que chegou ao vice do Campeonato Paulista de 2008 era melhor. O camisa 10, no entanto, sabe que este é o momento para entrar na história do clube e sonha com a façanha todos os dias.

Na comparação entre os dois times, no entanto, Renato Cajá não mostra tanta convicção. Ao ser questionado se o atual elenco é melhor do que aquele derrotado pelo Palmeiras na final estadual de 2008, o meia responde com uma nova pergunta: “E agora? Eu não sei te responder”. Alguns segundos de pensamento, porém, bastam para o jogador se posicionar com relação ao assunto.

“É duro comparar, eu acredito que não. O time de 2008 era um time muito bom, não conseguimos subir (à série A), mas o time tinha muito qualidade, sabia o que queria, pela qualidade eu acho que aquele era melhor. Mas às vezes não é apenas com qualidade que se firma, é mais o título. E esse time está conquistando, está querendo, quem sabe a gente conquiste”, alerta o camisa 10.

Líder da Série B, o clube campineiro precisa manter a vantagem no topo pelas próximas quatro rodadas, mas tem um confronto com cara de final já no próximo sábado. Em Santa Catarina, a Ponte Preta encara o Joinville, segundo colocado, com apenas um ponto a menos. Desta forma, o vencedor do duelo. Às 16h20 (de Brasília), sai de campo com uma mão na taça da competição.

Ao longo da Série B, no entanto, a Macaca passou por momentos complicados, chegou a ficar longe do G-4, mas só garantiu o acesso depois de uma arrancada sob o comando de Guto Ferreira. O treinador assumiu a equipe já com a competição em andamento, mudou a cara da Ponte Preta, e pode ser brindado com um histórico título. Os jogadores reconhecem o trabalho feito.

“Às vezes, o atleta precisa de uma motivação a mais, e ele (Guto) sabe a hora certa de dar a palavra, motivar o cara, e isso é importante. Tem treinador que não sabe fazer isso, acaba derrubando, então ele é importantíssimo, pensa sempre alto, em vitória. O cara é diferente, sabe levar o grupo, não só na motivação, sabe montar a equipe de acordo com o adversário”, destaca Cajá.

Se confirmar o título, o atual elenco alvinegro conquistaria um feito que outros times ainda frescos na memória do torcedor não conseguiram. Ainda no ano passado, boa parte desses jogadores chegou perto, mas acabou derrotada pelo Lanús na final da Copa Sul-Americana. A façanha ganha proporções maiores ao recordar os esquadrões do clube campineiro nas décadas de 70 e 80.

O Campeonato Paulista de 1977 foi inesquecível para o torcedor corintiano, que deixou uma fila de 23 anos, mas também foi decepcionante para os campineiros. O time que tinha o goleiro Carlos e os zagueiros Polozzi e Oscar, três que mais tarde vestiriam a camisa da Seleção Brasileira, não foi capaz de dar o primeiro título para a Macaca, assim como quatro anos mais tarde, em final perdida para o São Paulo.

As duas formações, gravadas na memória de muitos pontepretanos até hoje, ainda tinham o comando de Dicá. Chamado carinhosamente de Mestre, o melhor jogador da história do clube fez com que a Macaca passasse a ser respeitada no futebol nacional, mas também amargou o fato de nunca ter sido campeão com a camisa alvinegra. A responsabilidade agora passa a ser de outro camisa 10 que recebe tratamento de ídolo no Moisés Lucarelli.

“Estou sonhando com isso a cada dia, trabalhando muito, me dedicando para que eu possa entrar na história do clube com esse título, sair por aqueles portões e ver as pessoas dizendo o que eu fiz aqui. Até depois que eu parar, ver todo mundo ainda se lembrar de mim. São três anos aqui marcando o meu nome”, projeta Renato Cajá, ciente da responsabilidade que carrega nas próximas rodadas.

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