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Futebol

Caio Júnior rejeita rótulo de time defensivo para o Palmeiras

Arquivo Geral

14/09/2007 0h00

Sem poder contar com o meia Valdívia e o atacante Edmundo, o técnico Caio Júnior não titubeou em armar o Palmeiras com quatro volantes em seu meio-campo. Enquanto Francis, Pierre, Makelele e Martinez fazem o quadrado, Caio foi deslocado para o ataque, onde jogará ao lado de Max. Para o treinador, no entanto, não se trata de cautela excessiva com o Atlético-PR, adversário deste domingo, na Arena da Baixada. Mas sim a manutenção da base que venceu o Goiás por 2 x 0 na última rodada, no Parque Antártica.

“Pode ser que para um outro jogo, em casa, eu poderia armar o time de outra forma. Mas nós jogamos muito bem contra o Goiás e isso nada mais é que a manutenção da equipe. Nosso time tem um poder muito forte de marcação, mas também tem muita velocidade. Durante o jogo, sentindo o ritmo, aí sim podemos fazer algumas alterações”, destacou.

O plano do treinador é formar o Verdão sem jogadores com posição fixa. Já vinha sendo assim com Wendel, volante deslocado para a lateral-direita. Por conta disso, Caio Júnior abdica do termo “volante” e mostra que os quatro escolhidos para começar jogando são, antes de tudo, jogadores de meio-campo.

“A ligação, por exemplo, é o Caio quem vai fazer, vai ter a liberdade para jogar. E temos o Martinez, que é o nosso organizador. Mas precisamos de atenção porque vai ser um jogo diferente, em que vamos sofrer uma grande pressão pela situação do adversário. A equipe é praticamente a mesma e nossa meta é mesmo manter o rimo do jogo frente o Goiás”, indicou.

A ordem para que os quatro volantes não se preocupem exclusivamente com o adversário está dada. Caio Júnior pede apenas que seus atletas apertem o adversário na intermediária ofensiva, ou seja, no campo de ataque. Foi mais uma tática que deu certo contra o Goiás e que será mantida.

“Você não pode jogar só no contra-ataque. Falei isso para eles (jogadores). Quero ter minha equipe tocando a bola, trabalhando o jogo no campo deles. Quero ver os atletas buscando. É claro que espero uma força defensiva, mas que no momento exato saibam aparecer. Praticamente repetir o que foi feito diante do Goiás”, enfatizou.

O lateral-esquerdo Leandro concorda com o comandante, mas mostra que a atuação palmeirense em Curitiba não deve ser exatamente ofensiva. Até pelo retrospecto de cinco jogos sem vitórias e nenhum gol marcado no estádio atleticano. “Se você olhar bem, no futebol brasileiro de hoje as equipes só se preocupam com a marcação. Mesmo assim, nós já tivemos alguns jogos em que nossa equipe teve muitos marcadores lá na frente e vencemos também. Independente do esquema, o importante é a gente ir lá na Arena e sair com um bom resultado”, concluiu.

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