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Futebol

Cabofriense tenta anular partida contra o Botafogo

Arquivo Geral

01/02/2007 0h00

Após se reunir com o seu departamento jurídico na manhã desta quinta-feira, o presidente da Cabofriense, Valdemir Mendes, anunciou que o clube vai ingressar com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) pedindo a anulação da derrota de 1 x 0 de sua equipe para o Botafogo na noite de quarta-feira. Após validar o gol de empate do time local, o árbitro Fábio Calábria recuou de sua marcação ao ouvir o assistente Hilton Moutinho dizer que o camisa 1 botafoguense foi derrubado.

“Para toda ação existe uma reação. A televisão mostrou o que houve no jogo e vamos em busca do nosso direito. Tivemos uma reunião com o nosso departamento jurídico e nesta sexta-feira vamos ingressar na Justiça para tentar buscar uma explicação para o que houve em Cabo Frio”, disse o dirigente.

“Queremos entender o porquê de o Calábria ter dado o gol e o bandeira ter corrido em direção ao meio-campo e depois mudando de idéia. Esse argumento pode até ser frágil para anular o jogo, mas temos que buscar nosso direito. O torcedor da Cabofriense quer entender o que aconteceu.”

O dirigente também rebateu as acusações de que o Estádio Alair Corrêa, em Cabo Frio (RJ), deve ser interditado por não oferecer segurança a seus torcedores. Objetos foram atirados dentro de campo, incluindo alguns que não poderiam nem ser vendidos no interior do estádio, e o carro da radialista Andréia Maciel, da Rádio Globo, teve o retrovisor quebrado.

“O primeiro objeto atirado dentro de campo, que foi uma lata de cerveja, partiu da torcida do Botafogo. É muito complicado você administrar milhares de pessoas dentro de um estádio. Acho, porém, que as pessoas questionarem a segurança de um estádio porque teve um retrovisor quebrado é algo muito forte. Fora isso não teve nenhum tipo de problema”, afirmou o presidente da Cabofriense.

Após o jogo surgiu a informação de que Fabio Calábria, que é agente da Polícia Federal, teria puxado uma arma para ameaçar alguns torcedores da Cabofriense. O fato foi negado pelo árbitro. “Não apontei a arma para ninguém. Apenas guardei ela na mochila – disse Calábria, que admitiu que só anulou o gol da Cabofriense porque atendeu a uma marcação do assistente.”

Mas apesar das justificativas de Calábria, o trio de arbitragem do jogo poderá ser punido, segundo garantiu o presidente da Comissão de Árbitros da Ferj, Carlos Elias Pimentel. “Ainda não falei com ele (árbitro), mas vamos conversar e a partir daí a comissão vai tomar uma decisão. Foi um lance de interpretação, mas eu quero saber o que realmente aconteceu e porque o assistente voltou atrás na decisão que havia tomado. Se houve um erro técnico eles podem ser punidos por isso. Tínhamos um observador em campo, o Guilherme Fernandes, que vai estar na nossa reunião”, disse Pimentel.

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