O Palmeiras abriu mão do atacante Hernán Barcos em troca de três atletas do Grêmio visando à disputa da Série B este ano. Prova disso é que os reforços não podem jogar a primeira fase da Taça Libertadores, prioridade do primeiro semestre, pois não puderam ser inscritos a tempo. Além de uma boa campanha no torneio continental, o Alviverde quer garantir o acesso à Série A para desfrutar seu centenário em 2014 na elite do futebol nacional. Mas o plano de José Carlos Brunoro, diretor executivo do clube paulista, é ainda mais ambicioso, baseado inicialmente no Barcelona campeão europeu em 2006 até atingir o que considera ser o ápice no marketing, espelhando-se no Manchester United.
O primeiro passo, na visão do dirigente, é sanar as dívidas e a solução é montar um elenco de qualidade. Brunoro acredita neste planejamento por ter estudado o que o Barcelona fez nos primeiros anos da década passada, arrecadando dinheiro com o sucesso no futebol.
“O Barcelona, na maior crise financeira, com mais de 300 milhões de euros em dívidas, teve como objetivo sanar a dívida sem perder o objetivo esportivo. Achou que só podia pagar a dívida com um time muito forte e se abrasileirou. Contratou Sylvinho, Edmilson, Belletti, Ronaldinho, Deco, Giuly, um francês com características brasileiras, e Eto’o, um africano com características brasileiras. Queria dar espetáculo”, disse Brunoro à rádio Bandeirantes.
O diretor acredita que isso é possível até a conclusão desta sua nova passagem pelo Verdão, em dezembro de 2014. “Vejo o Palmeiras com essa visão: só dá para pagar a dívida com um bom time. Sem isso, não adianta fazer esforço. O time tem que estar bem”, apontou, já olhando para o futuro.
“Passada a turbulência, quero ser Manchester United. A missão do Manchester é tratar fã como cliente. Com o potencial que o Palmeiras tem de 15 milhões de torcedores, esses caras têm que ser meus clientes, ainda mais com 60% na classe consumidora”, argumentou, insistindo, porém, na necessidade de vitórias em campo. “Todo trabalho de marketing só tem validade se o time estiver bem, para gerar mais receita.”
Todos os planos, contudo, ainda são impossíveis até de serem iniciados pelo dirigente, que assumiu seu cargo há menos de um mês. “Neste momento, não dá para ser arrojado. Como dizemos no vôlei, é bola alta na ponta, sem mexer muito. Mas, depois, podemos ser arrojados”, reforçou.
O pedido de Brunoro no momento é que quem o contesta prefira apoiá-lo em nome do clube. “Em vez de o palmeirense ficar criticando, compre cinco ingressos para ajudar o time e dê para amigos irem. Ou compre mais camisas para dar de presente”, sugeriu o diretor executivo.