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Futebol

Brasiliense marca gol no Mané e cala torcida rubro-negra

Arquivo Geral

18/09/2015 8h14

Raphael Costa, com agências

Especial para o Jornal de Brasília

 

Quando saiu de Brasília para vencer no sonho de ser jogador de futebol, o atacante Henrique jamais imaginou que seria em sua terra natal que conseguiria viver um de seus maiores momentos até agora como profissional da bola.

Foi dele o gol que calou 67 mil rubro-negros no Mané Garrincha, na vitória do Coritiba por 2 x 0 sobre o Flamengo, no Mané Garrincha. Kleber havia aberto o marcador logo no início da partida, em gol de pênalti, marcado após Pará colocar a mão na bola dentro da área.

O gol de Henrique caiu como uma bomba silenciadora, calou a nação rubro-negra, que não acreditava no bom futebol apresentado pelo Coritiba, e no irreconhecível Flamengo. Após excelente bola de Negueba, Henrique encobriu o goleiro Paulo Victor que não pode fazer nada.

Kayke, como quem tentava reanimar uma pessoa após um desmaio, reacendeu a torcida quando tentou um chute colocado após linda fita. A bola passou perto e balançou a rede pelo lado de fora. A torcida reagiu, mas o time não.

Com o resultado, o clube rubro-negro carioca estacionou nos 41 pontos e caiu para a 5ª posição – o São Paulo é quem está em quarto, dentro do G-4, com um ponto a mais. O Coritiba chegou aos 30, subiu para a 15ª colocação e deixou a zona de rebaixamento.

Parada dura

As equipes voltam campo neste domingo para a 27ª rodada. O Flamengo tem um concorrente direto na luta pelo G-4 enfrenta o Atlético-MG no estádio Independência, em Belo Horizonte, às 16h. O Coritiba faz o clássico estadual contra o Atlético-PR, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, às 18h30.

Filas irritam a torcida

Os torcedores do Flamengo que compraram os seus ingressos pela internet e os que tem a carteirinha de sócio-torcedor enfrentaram muitas dificuldades para retirar as entradas para o jogo de ontem.

Marcado para as 9h, a liberação dos ingressos demorou a acontecer, o que ocasionou em demoradas filas, principalmente para os sócios-torcedores. As empresas responsáveis afirmaram que a falta de energia atrasou a distribuição. O Flamengo, por sua vez, não informou o motivo da demora para os sócios.

Fiscais do Procon-DF estiveram no Mané Garrincha para acompanhar a retirada de ingressos. As duas empresas responsáveis pela distribuição dos bilhetes foram autuadas por infringirem a Lei da Fila.

O verdadeiro banho de água fria

A torcida do Flamengo em Brasília fez uma festa incrível para o time rubro negro no Mané Garrincha. Antes mesmo do início da partida, a força das arquibancadas já podia ser vista. 

A cada trecho do hino colocado nos auto-falantes do estádio o coro ecoava de maneira estrondosa, mesmo que com o estádio parcialmente vazio.

A equipe paranaense, no entanto, era um convidado extremamente inconveniente na festa rubro-negra, o que acabou causando uma mudança no humor das arquibancadas. O que antes era apoio, motivação e entrega, se transformou em nervosismo. 

Tal sentimento não se limitou as cadeiras e adentraram o campo. O Flamengo não acertava passes, cometia faltas, causando um ciclo vicioso. O cenário triste seguiu até o encerramento do primeiro tempo. O coro que ensurdecia com músicas de apoio, começou a vaiar. O zagueiro César Martins, que perdeu a bola no segundo gol, era o alvo predileto ddos torcedores do clube carioca. 

Na volta para o segundo tempo a torcida parecia tentar perdoar o time pelo primeiro tempo horrível. E como quem tentava refazer as pazes, voltou a apoiar a equipe. 

A paciência, no entanto, parecia não estar presente nas arquibancadas do Mané Garrincha na noite de ontem. A cada erro da equipe carioca, que eram constantes, as reclamações se tornavam mais visíveis e audíveis. 

No momento em que o time mais precisou de apoio da torcida , gritos de insatisfação e desgosto. “Não correspondeu a nossa expectativa , nem o nosso ingresso. Jogaram um futebol péssimo“, lamentou o funcionário público, Márcio Reis.

A festa perdia seus convidados, que antes dos trinta minutos do segundo tempo já abandonava o estádio.

Confusão na abertura dos portões

As filas de torcedores e o trânsito extenso pelos arredores do Mané Garrincha marcaram os momentos que antecederam o jogo. Antes mesmo da abertura dos portões, que estava prevista para as 19h, torcedores já tentavam forçar a entrada em frente ao Nilson Nelson. A confusão fez com que alguns torcedores ficassem espremidos a grade, enquanto outros, se aproveitavam para cortar a fila que dava voltas.

Os organizadores do evento, com medo de um possíveis acidentes começaram a liberar a entrada dos torcedores aos poucos, acalmando a massa que reclamava da desorganização e da falta de informações.

O técnico em comunicação Ary Costa, foi um dos torcedores que acabou enfrentando a confusão e falta de organização antes da partida. “Um público desse e eles liberam só duas entradas com a desculpa de que tinham poucos funcionários? Isso é ridículo”, lamentou o torcedor. 

“É um desrespeito, por parte dos organizadores responsáveis e dos torcedores que tentavam forçar a entrada a qualquer custo”, disse.

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