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Futebol

Brasil vence rival Estados Unidos de virada, no Mané Garrincha, com show de Marta

Arquivo Geral

15/12/2014 8h15

Das quase seis mil pessoas que compareceram ontem ao Estádio Mané Garrincha, grande parte saiu feliz com a vitória, de virada, do Brasil sobre os Estados Unidos por 3 x 2, em atuação apoteótica de Marta. Foram da atacante os três tentos brasileiros.

Uma generosa parte do público, porém, não torceu pelo Brasil. As norte-americanas, que vieram para Brasília com a força máxima para a disputa do Torneio Internacional de Futebol, contaram com uma barulhenta torcida, que não se importou com o resultado adverso.

“Amei o jogo. Gostei de tudo que envolveu a partida, o entusiasmo, a energia, o espírito de todas as jogadoras. Esperava que as duas seleções tivessem mais torcida, mas como o evento não foi tão divulgado, acho que está bem legal”, comenta Jason Banks.

Para Mark Hamilton, a preocupação da partida se resumiu a uma jogadora em especial. “Acho que foi uma partida muito bem jogada. Gostaria que tivesse um pouco mais de torcedores dos Estados Unidos para que a gente fizesse frente à torcida brasileira. A Marta é perigosa demais”, afirma.

Elogio aos anfitriões

Apesar de estar em “território hostil”, os americanos se sentiram em casa no anel inferior do Mané Garrincha. Durante os 90 minutos, não foi difícil ver torcedores vestidos de azul e branco sentados lado a lado com fãs trajando verde e amarelo. O ambiente de coexistência pacífica foi um ponto comentado, e elogiado, pelos torcedores norte-americanos que fizeram uma bela festa, apesar do resultado adverso de Wambach e companhia.

“O ambiente está muito agradável. Amo nossos anfitriões brasileiros. Acho que somos uma atração para eles, porque quando nos veem, pedem para tirar uma foto com as nossas bandeiras”, brinca Mark.

“As pessoas que vêm ao estádio sabem que às vezes você perde e às vezes você ganha. Já vi alguns jogos de seleções nacionais e nunca vi nenhuma manifestação agressiva”, comemora Daniel Wartko.

Saiba mais

Rival de Marta na disputa do prêmio de melhor do mundo, a norte-americana Abby Wambach pouco produziu na partida de ontem.

O momento em que ela mais apareceu foi quando recebeu um cartão amarelo no segundo tempo.

Queridinha da torcida pela beleza e habilidade, a atacante Alex Morgan sequer entrou em campo, entristecendo a ala masculina dos torcedores que compareceram no Mané.

Agora, o Brasil enfrenta a China, quarta-feira, às 21h50.

Chocolate chinês causa indigestão às hermanas

Na partida que antecedeu o embate entre Brasil e Estados Unidos, a China não teve dificuldades para bater o saco de pancadas do torneio, a Argentina. Com uma atuação implacável na reta final do segundo tempo, as orientais bateram as hermanas por 6 x 0.

A partida recebeu um público minguado se comparado ao jogo da seleção brasileira, mas quem compareceu à partida preliminar não pode se queixar de falta de gols.

Todos os tentos foram marcados na etapa complementar. O primeiro saiu logo aos quatro minutos, dos pés de Wang Shuang, após falha da zaga argentina.

Três minutos depois, foi a vez de Tang Jiali marcar o segundo da China. Gu Yasha anotou o terceiro e parecia que a fatura estaria liquidada.

Avalanche de gols

O que se viu em cinco minutos no segundo tempo foi digno de lembrança da semifinal da Copa do Mundo. 

Foi nesse curto espaço de tempo que Zhang Rui simplesmente atropelou a defesa argentina e anotou nada menos que três gols e, enfim, deu números finais ao confronto. 

A Argentina, já eliminada, enfrenta os Estados Unidos, na quarta-feira, às 19h20.

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