Três anos após uma frustrante eliminação no Pré-olímpico, o Brasil joga tudo neste domingo para seguir na esperança de obter a inédita medalha de ouro olímpica. A busca pela conquista pela falta será travada a partir das 23 horas (de Brasília), quando a seleção enfrenta a Colômbia, na última rodada do Sul-americano Sub-20, que está sendo realizado no Paraguai.
Em 2004, a seleção brasileira sub-23 perdeu a vaga para os Jogos Olímpicos de Atenas, ainda no torneio classificatório da América do Sul. Com craques emergentes como o atacante Robinho e o meia Diego em campo, o time perdeu do Paraguai por 1 x 0, na cidade chilena de Viña del Mar, na última rodada do Pré-olímpico. Com isso, uma geração recheada de craques ainda em ascensão, como Kaká e Adriano, ficou sem a chance de tentar a conquista da inédita medalha.
Agora, a missão de levar o Brasil de volta à disputa do futebol nas Olimpíadas ficou a cargo dos jogadores com até 20 anos que disputam o Sul-americano sub-20. Essa decisão foi tomada pela Conmebol para economizar dinheiro, já que não será necessária a realização de um torneio pré-olímpico para os Jogos de Pequim-2008. Comandados pelo técnico Nélson Rodrigues, os brasileiros tropeçaram muito, mas chegam ao final da competição com certa tranqüilidade.
Depois de classificar em primeiro lugar da sua chave da fase inicial, o Brasil começou o hexagonal com dois complicados empates em 2 x 2, com Argentina e Chile, que colocaram em risco a vaga para Pequim e até mesmo para o Mundial da categoria, o qual os quatro primeiro do Sul-americano de classificam. Mas depois da convincente vitória por 3 x 1 sobre o Uruguai e o 1 x 0, não tão convincente, contra o Paraguai, o brasileiros disputam a última rodada do torneio dependendo apenas de si próprio.
Com a colaboração de uma série de resultados, o Brasil está na primeira colocação e joga contra a Colômbia precisando de uma vitória simples. Como faz a última partida do dia, a seleção pode até entrar em campo já classificada para as Olimpíadas e o primeiro lugar garantindo, dependendo da combinação de resultados.
Uma constante no hexagonal final, o técnico Nélson Rodrigues terá novamente problemas para escalar o time, por causa de suspensão de jogadores. A principal ausência será do atacante e artilheiro Alexandre Pato, do Internacional, que levou o segundo cartão amarelo na última partida. A dupla de zaga também será outra, já que Eliézio tomou o segundo amarelo e David foi expulso.
O lugar de Pato deve ser ocupado por seu companheiro de clube, Luiz Adriano, enquanto a dupla defensiva brasileira será formada pelos dois jogadores da posição que sobraram no elenco: Anderson e Thiago Heleno, que volta de suspensão. O lateral-esquerdo Carlinhos também estará a disposição de Nélson Rodrigues, depois de cumprir dois jogos de suspensão. Outra dúvida é na lateral-direita, já que Fagner, do Corinthians, entrou bem no time e pode ganhar a vaga de Amaral, do Palmeiras.
Sonhando com Pequim
Segundo colocado, com um ponto a menos que o Brasil, o Uruguai tem grandes chances de conquistar a vaga olímpica. Mas o principal problema é o adversário da última rodada: a Argentina, que, com seis pontos, ainda sonha com o bicampeonato no futebol olímpico. Também com seis pontos, o Chile joga contra o Paraguai, que já não pode repetir o feito de Atenas, quando foi medalha de prata, mas ainda quer a vaga no Mundial do Canadá.
FICHA TÉCNICA – BRASIL X COLÔMBIA
Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai)
Data: 28 de janeiro de 2007, domingo
Horário: 23 horas (de Brasília)
Árbitro: Victor Rivera (Peru)
Assistentes: Emidgio Ruíz (Paraguai) e Manuel Rodríguez (Chile)
BRASIL: Cássio; Amaral (Fagner), Anderson, Thiago Heleno e Carlinhos; Lucas, Roberto, Leandro Lima e Willian; Edgar e Luiz Adriano
Técnico: Nélson Rodrigues.
COLÔMBIA: Ospina; Gustavo Rojas, Gallego, Bernal e Henry Rojas; Arboleda, García, Martínez e Pino; Quintero e Chalar
Técnico: Eduardo Lara