Roberto Wagner
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O objetivo quando deixou Brasília rumo aos Estados Unidos, em 2010, era um só: se formar em ciências da saúde. Mas pouco tempo depois de estada no país norte-americano, a candanga Nádima Skeff recebeu de seu técnico Eric Faulconer uma notícia que a fez sentir o gostinho de sonho realizado. Sempre ligada ao futebol – inclusive com passagem pela seleção brasileira de base –, a jovem de 22 anos foi informada por ele que havia sido eleita entre as melhores meia-atacantes universitárias do país (All American Player).
Camisa 10 da Armstrong Atlantic State University há quase três anos, a brasiliense ficou surpresa ao olhar para o celular e ler a mensagem do treinador: “E ae, como você quer ir pra Indianápolis (local da cerimônia de premiação)?” Sem saber do que se tratava, ela perguntou ao técnico, que completou: “Parabéns! Você foi nomeada All American Player. Estou muito orgulhoso.”
Acompanhada de Eric Faulconer e as também premiadas companheiras de clube Morgan Mitchel e Emily Catanacch, Nádima recebeu a honraria no último dia 19, em Indianápolis. “Eu não esperava ser escolhida, mas queria ser. Era um dos meus objetivos pessoais dessa última temporada”, confessa a jogadora.
Prêmios
Por se tratar, antes de tudo, de uma competição universitária, os prêmios entregues a ela priorizam os estudos: um grande certificado atestando que foi All American, um casaco personalizado, mochila, camiseta, além do principal, que é a autorização para participar de qualquer palestra sem ter que pagar – durante a convenção onde treinadores discursam sobre tudo do futebol.
“Ser uma All American Player é o mais alto reconhecimento que uma jogadora pode receber aqui. Felizmente fui eleita a 1ª da posição na região, o que é muito difícil”, comemora Nádima. A eleição é feita logo após o término das competições nacionais e os técnicos não podem selecionar jogadores de suas próprias equipes.