Menu
Futebol

Brasil cede empate ao Peru em Lima

Arquivo Geral

18/11/2007 0h00

Foi como um título. O Estádio Monumental quase veio abaixo após o gol de Vargas. Pudera. Com uma exibição de raça e determinação vinda das arquibancadas, o Peru conseguiu o que julgava impossível: segurou os pentacampeões mundiais, em Lima, e aumentou para seis a série de jogos sem vencer longe de casa da esquadra canarinho.

Com o resultado, os comandados de Dunga ocupam o terceiro lugar na classificação da seletiva sul-americana para a Copa do Mundo de 2010. Soma cinco pontos em três exibições, ao lado da Colômbia, e está atrás de Paraguai (7) e Argentina (9). O escrete volta a campo na quarta-feira, às 21h45, contra o Uruguai, no Morumbi.

Sem chance de respirar devido à forte marcação exercida pelo Peru, a seleção brasileira esperava erros do empolgado adversário para contra-atacar. Só não contava com as sucessivas falhas do lateral-esquerdo Gilberto. Displicente, ele foi feito de gato e sapato pelos ariscos Farfán, Vargas e Pizarro. A jogada era sempre a mesma: alçar a bola na área visando o oportunismo do centroavante Guerrero. E só não dava certo pois Juan e Lúcio formavam uma imponente bateria antiaérea.

Em um raro desleixo da marcação peruana, Kaká deu o primeiro chute a gol. Atento, o goleiro Penny defendeu, aos quatro minutos. No lance seguinte, o meia-atacante Farfán respondeu com um chute sem direção.

Vigiado, Robinho só apareceu no jogo aos dez. E mal: recebeu a bola de Kaká e chutou para fora. Do outro lado, o Peru parecia disco furado. Insistia nos cruzamentos da direita, nas costas de Gilberto. Em um deles, a zaga afastou e Vargas deu frio na espinha verde-amarela finalizando à direita de Júlio César.

Ligado no jogo, Kaká girou na entrada da área, foi derrubado, pediu pênalti, mas o árbitro ignorou. Desaparecido, Ronaldinho cobrou falta na medida, aos 28, mas Lúcio e Maicon se atrapalharam e desperdiçaram ótima oportunidade.

De tanto ensaiar o mesmo lance, o Peru quase chegou ao gol aos 32. Desta vez, Guerrero deixou a área e cruzou para Pizarro emendar de primeira, rente à trave tupiniquim. Na continuação do lance, Vagner Love fez jogada individual pela direita, passou por dois peruanos e chutou cruzado. A bola passou tirando tinta da trave.

A cada avanço do Brasil ficava claro que o gol começaria ou terminaria nos pés de Kaká. Aos 37, o meia deixou Robinho da cara do gol. Penny salvou. Dois minutos mais tarde, o goleiro nada pôde fazer. Um chute de três dedos de fora da área foi suficiente para colocar a bola no ângulo esquerdo dos anfitriões: 1 x 0. Um golaço! Seriam dois golaços do camisa 7 não fossem os dedos – desta vez das mãos – do goleiro Penny após uma tentativa de cobertura do craque do Milan.

Na saída para o intevalo, Lúcio esnobou: “Brasil é melhor com a bola no chão”. Por sua vez, Maicon alertou: “Devemos ter cuidado nos passes”.

O lateral-direito estava certo. Na etapa final a seleção não trocou passes. Pior: acanhada, atraiu o Peru e transformou o Estádio Monumental em uma arena de gladiadores. Em pé o tempo todo, a torcida não parava de gritar. Movida por uma raça impressionante vinda das arquibancadas, e pela coragem do treinador José Del Solar, protagonista de três alterações em 15 minutos, a equipe anfitriã chegou ao empate.

Após pressionar com finalizações de Salas, Solano e Farfán, o lateral-esquerdo Vargas aproveitou o rebote de uma cobrança de escanteio, chutou rasteiro e contou com o azar do zagueiro Lúcio para empatar. A bola desviou no beque e entrou.

O Brasil tentou despertar do apagão com a entrada de Luís Fabiano. Em pouco tempo dentro de campo o atacante fez mais do que Vagner Love. Aos 33, cabeceou fraco para defesa de Penny. Os xarás Gilberto e Gilberto Silva e o zagueiro Juan ainda insistiram na base do desespero, mas a falta de pontaria não alterou mais o placar: 1 x 1.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado