Embora não entre em campo nesta quarta-feira, o Botafogo terá um dia decisivo, já que o técnico Cuca e seis jogadores foram indiciados pelo procurador do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ), André Luís Valentin, e sentarão no banco de réus por causa dos tumultos acontecidos na decisão da Taça Guanabara, primeiro turno do Estadual, quando o Botafogo perdeu por 2 a 1 para o Flamengo.
Se todos forem punidos, o Alvinegro ficará sem meio time para o restante da competição. Foram indiciados o goleiro Castillo, o zagueiro Ferrero, o volante Diguinho, os meias Zé Carlos e Lucio Flavio, e o atacante Jorge Henrique.
Os casos mais preocupantes são o do técnico Cuca e de Castillo. O goleiro foi indiciado nos artigos 253 (Praticar agressão física) e 251 (reclamação). O primeiro tem pena prevista de 120 a 540 dias de suspensão e o segundo de uma a quatro partidas.
Já Cuca responde por três acusações: artigo 274 (Invadir local destinado à arbitragem), 187 II (Ofender moralmente árbitro e seus auxiliares) e 188 (Manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra autoridades ou entidades desportivas, contra árbitro ou auxiliar, ou ameaçá-los). Se for punido por algum desses artigos o treinador pode ficar de 120 a 720 dias suspenso.
Jorge Henrique também foi indiciado no artigo 251, enquanto Zé Carlos responde pelo artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário), com pena de um a três jogos de suspensão. Já o volante Diguinho, além do artigo 251, foi indiciado no 252 (Ofender moralmente o árbitro, seus auxiliares ou qualquer outro participante do evento desportivo), com penas que variam de uma a seis partidas.
Dentre os “encrencados” do Botafogo, Ferrero e Lucio Flavio são aqueles que estão mais tranqüilos, pois serão julgados pelo artigo 254 (Praticar jogada violenta), com pena que varia de dois a seis jogos.
O diretor jurídico do Botafogo, Aníbal Rouxinol, defenderá a todos sozinho no Tribunal, porém teve o apoio de uma junta de advogados na elaboração da defesa. A estratégia é usar as imagens de televisão para desmentir as acusações feitas na súmula pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.
Além disso, a desastrosa atuação do juiz também será usada pelos botafoguenses. No caso de Cuca, alguns jornalistas presentes ao local chegaram a se oferecer para testemunharem que não houve ofensa por parte do treinador, que não aceitou a ajuda por entender que poderia prejudicar os repórteres profissionalmente.
Cuca está indignado com a situação. “A súmula não relata a verdade e isso é algo muito ruim para o futebol carioca. Além disso não foi legal a postura do procurador que nos indiciou “, disse o treinador, que ficou chateado ao saber que André Luís Valentin teria revelado que era torcedor do Flamengo e que gostaria de ter Lucio Flavio no Rubro-Negro.
Rouxinol evitou dar detalhes técnicos da defesa, mas vibrou ao saber que Cuca e os atletas estarão presentes aos julgamentos. O treinador, inclusive, levará os familiares para o Tribunal.
“Será importante a presença do Cuca e dos jogadores, pois são muitos casos, muitas informações, enfim, será complicado. Mas estou confiante, pois estamos do lado da verdade”, disse Rouxinol, que exigiu a presença do árbitro no Tribunal para uma acareação com Cuca e criticou não ter sido notificado pelo Tribunal sobre a data do julgamento, tendo passado essa informação primeiro pela imprensa.
Dentro de campo o Botafogo começou nesta terça-feira a sua preparação para a partida de domingo, às 18h10 (de Brasília), contra o Volta Redonda, no estádio do Engenhão, pela segunda rodada da Taça Rio. O time só será definido no treino de quinta-feira, quando Cuca ficará sabendo com quem poderá contar, devido ao julgamento.
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Os casos mais preocupantes são o do técnico Cuca e de Castillo. O goleiro foi indiciado nos artigos 253 (Praticar agressão física) e 251 (reclamação). O primeiro tem pena prevista de 120 a 540 dias de suspensão e o segundo de uma a quatro partidas.
Já Cuca responde por três acusações: artigo 274 (Invadir local destinado à arbitragem), 187 II (Ofender moralmente árbitro e seus auxiliares) e 188 (Manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra autoridades ou entidades desportivas, contra árbitro ou auxiliar, ou ameaçá-los). Se for punido por algum desses artigos o treinador pode ficar de 120 a 720 dias suspenso.
Jorge Henrique também foi indiciado no artigo 251, enquanto Zé Carlos responde pelo artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário), com pena de um a três jogos de suspensão. Já o volante Diguinho, além do artigo 251, foi indiciado no 252 (Ofender moralmente o árbitro, seus auxiliares ou qualquer outro participante do evento desportivo), com penas que variam de uma a seis partidas.
Dentre os “encrencados” do Botafogo, Ferrero e Lucio Flavio são aqueles que estão mais tranqüilos, pois serão julgados pelo artigo 254 (Praticar jogada violenta), com pena que varia de dois a seis jogos.
O diretor jurídico do Botafogo, Aníbal Rouxinol, defenderá a todos sozinho no Tribunal, porém teve o apoio de uma junta de advogados na elaboração da defesa. A estratégia é usar as imagens de televisão para desmentir as acusações feitas na súmula pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique.
Além disso, a desastrosa atuação do juiz também será usada pelos botafoguenses. No caso de Cuca, alguns jornalistas presentes ao local chegaram a se oferecer para testemunharem que não houve ofensa por parte do treinador, que não aceitou a ajuda por entender que poderia prejudicar os repórteres profissionalmente.
Cuca está indignado com a situação. “A súmula não relata a verdade e isso é algo muito ruim para o futebol carioca. Além disso não foi legal a postura do procurador que nos indiciou “, disse o treinador, que ficou chateado ao saber que André Luís Valentin teria revelado que era torcedor do Flamengo e que gostaria de ter Lucio Flavio no Rubro-Negro.
Rouxinol evitou dar detalhes técnicos da defesa, mas vibrou ao saber que Cuca e os atletas estarão presentes aos julgamentos. O treinador, inclusive, levará os familiares para o Tribunal.
“Será importante a presença do Cuca e dos jogadores, pois são muitos casos, muitas informações, enfim, será complicado. Mas estou confiante, pois estamos do lado da verdade”, disse Rouxinol, que exigiu a presença do árbitro no Tribunal para uma acareação com Cuca e criticou não ter sido notificado pelo Tribunal sobre a data do julgamento, tendo passado essa informação primeiro pela imprensa.
Dentro de campo o Botafogo começou nesta terça-feira a sua preparação para a partida de domingo, às 18h10 (de Brasília), contra o Volta Redonda, no estádio do Engenhão, pela segunda rodada da Taça Rio. O time só será definido no treino de quinta-feira, quando Cuca ficará sabendo com quem poderá contar, devido ao julgamento.