Botafogo e Atlético-MG empataram sem gols, em partida disputada na tarde deste domingo, no Estádio Mané Garrincha, no Distrito Federal. O jogo marcou a despedida das duas equipes do Campeonato Brasileiro. O rebaixado Botafogo, que conseguiu um empate, depois de seis derrotas seguidas, chegou aos 34 pontos ganhos, na penúltima colocação. O Galo acabou a competição na oitava posição, com 54 pontos ganhos.
O jogo foi de baixo nível técnico. O Atlético-MG foi bem melhor no primeiro tempo, mas seus atacantes desperdiçaram muitas oportunidades. Na etapa final, o Galo caiu de rendimento. O Botafogo repetiu o que tem mostrado nas últimas partidas. Um time sem organização e sem qualquer poder ofensivo.
O jogo – A primeira chance de gol foi criada pelo Atlético aos quatro minutos. O lateral-direito Alex Silva arrancou pelo meio da defesa carioca, se livrou de André Bahia, mas foi bloqueado por Régis na hora da conclusão. O Botafogo encontrava grande dificuldade para se organizar e não conseguia chegar nas proximidades da área mineira. Só aos cinco minutos é que Yuri Mamute arriscou, de longe, e não levou perigo para o gol defendido por Uílson.
O Galo continuava melhor em campo e, aos nove minutos, Carlos criou uma boa oportunidade, mas tentou o gol por cobertura e acabou colocando a bola por cima do travessão.
O time dirigido por Levir Culpi seguia mandando na partida e, aos 21 minutos, Carlos teve nova chance para abrir o marcador, mas André Bahia chegou na hora e evitou a conclusão do atacante. Um minuto depois, o mesmo Carlos, o mais ativo dos atacantes, bateu forte, mas encobriu o gol defendido por Helton Leite.
O Botafogo não conseguia se organizar dentro de campo e apenas se preocupava em bloquear as investidas do adversário. Os atacantes quase não recebiam passes em boas condições, facilitando a tarefa dos defensores mineiros.
Aos 37 minutos, o Galo desperdiça outra chance. Carlos recebe na área, se livra da marcação de Fabiano, e bate por cima da trave, quando tinha tudo para colocar a bola nas redes. No último lance importante do primeiro tempo, Marion recebeu bom passe e concluiu mal.
O Botafogo voltou com o atacante Maikon no lugar de Bruno Corrêa, tentativa do técnico Vagner Mancini de aumentar o poder ofensivo da equipe. E, logo aos três minutos, Maikon mostrou seu cartão de visita, ao emendar, de primeira, um cruzamento da direita. A bola passou perto da trave atleticana. A resposta mineira veio aos seis minutos, em chute perigoso de Marion. No minuto seguinte, Dodô chutou com grande perigo.
A equipe comandada por Levir Culpi reassumiu o controle do jogo e, aos oito minutos, Pierre chutou e Helton Leite fez grande defesa. O Botafogo voltou a se concentrar na defesa, tentando impedir que o adversário chegasse ao gol. O Botafogo só voltou a incomodar aos 22 minutos quando Fabiano experimentou, de longe, e Uilson espalmou para escanteio.
Os dois times mostravam um certo desinteresse que se refletia no ritmo lento da partida. Os dois times erravam muitos passes. Enquanto isso, na arquibancada, torcedores dos dois clubes se desentenderam e acabaram detidos. Só aos 41 minutos é que o Galo voltou a incomodar e Carlos reclamou de ter sido derrubado por Andreazzi, mas o árbitro mandou o jogo seguir.