Dirigentes do Botafogo se reuniram na noite desta quinta-feira e decidiram que ainda não vão devolver o Engenhão, interditado por “problemas estruturais”, à Prefeitura. O clube, porém, informou que deixará de arcar com os custos de manutenção do estádio. O prefeito Eduardo Paes ainda não se posicionou sobre esta decisão alvinegra.
“A concessão prevê que o contrato fica nulo em caso de interdição. É um direito meu perguntar quem vai pagar a conta”, disparou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira.

Agora, o Botafogo fica na expectativa de uma definição sobre o prazo que o estádio vai ficar fechado. Esta informação será decisiva em uma possível devolução. O clube estuda onde mandar seus jogos no Campeonato Brasileiro até que o Maracanã fique à disposição, o que só deverá acontecer em julho. Existe a possibilidade de o clube reestruturar o Estádio Caio Martins, em Niterói. O Raulino de Oliveira também segue como opção. Assumpção, porém, mostra-se otimista em jogar no próprio Engenhão.
“Acredito que vamos jogar lá no Brasileirão. Tem o caderno de encargos da Olimpíada que obriga o estádio a estar pronto dois anos antes e a Prefeitura sabe disso”, garantiu o mandatário, lembrando que os torcedores nas redes sociais defendem a não devolução da praça desportiva.
Em 2007, o clube de General Severiano ganhou licitação para administrar o Engenhão, construído para os Jogos Pan-Americanos daquele mesmo ano, no Rio de Janeiro. O estádio, porém, só começou a dar lucro ao clube na última temporada.