Apesar de o próximo compromisso do Botafogo, sábado, às 16 horas (de Brasília), ser fora de casa, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), o time pode ser apontado como franco favorito. Isso porque a adversária da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro é a Ponte Preta, que está na zona de rebaixamento, com apenas 33 pontos, e só acumula insucessos nas últimas semanas.
Ao contrário, o Alvinegro carioca vem subindo de produção, ganhou seus dois últimos compromissos e, com 43 pontos, ainda sonha até mesmo com uma vaga na próxima Copa Libertadores. Justamente para não ser surpreendido, a ordem no Botafogo é pregar respeito à Macaca e descartar qualquer rótulo de favoritismo. Tanto o técnico Cuca, como os jogadores, estão evitando qualquer declaração que possa motivar o adversário.
"Há duas rodadas o Botafogo ganhou o Santos fazendo quatro gols e disse que o jogo mais complicado seria contra o São Caetano, na próxima semana. Muitos riram e não tivemos facilidades, conseguindo ganhar com um gol no fim, em uma partida em que qualquer uma das equipes poderia ter saído do gramado com os três pontos. Contra a Ponte Preta, a dificuldade também será grande, pois os especialistas dizem que o time deles está muito perto de cair, mas é nesses momentos de dificuldades que o profissional mais cresce. Portanto, seria ingenuidade esperar facilidades neste sábado, principalmente jogando fora de casa", disse Cuca.
Para o zagueiro Juninho, que vem sendo um dos destaques do time, seria melhor enfrentar a Ponte Preta já completamente livre de qualquer risco de queda. "A pior coisa que tem é você enfrentar um time que corre risco de ser rebaixado, pois o adversário parece crescer muito mais em campo, não acredita em bola perdida e não admite perder divididas. Além disso, os jogadores de times nesta situação parecem mostrar uma vontade ainda maior, pois ninguém gosta de ter a carreira marcada por um rebaixamento. Aqui no Botafogo nunca vai faltar respeito para com a Ponte Preta, pois sabemos das qualidades e do brio que tem essa equipe", analisou o xerife botafoguense.
Para o lateral-esquerdo Junior Cesar, a posição que a equipe da Ponte Preta ocupa na tabela de classificação não mostra a qualidade do adversário. "No primeiro turno, o Botafogo, em casa, ganhou de 4 x 1 e muitos acharam que foi um jogo fácil pelo placar. Mas quem esteve em campo se lembra da qualidade da Ponte Preta, que foi para o intervalo em vantagem e poderia ter decidido o duelo ainda no primeiro tempo. Porém, crescemos e ganhamos. No sábado, as dificuldades serão ainda maiores, pois nesse momento da competição os objetivos estão definidos e os atletas da Ponte Preta vão querer mostrar que essa posição na tabela de classificação é mentirosa", disse Junior Cesar.
Para este jogo, Cuca deverá poder contar com dois importantes atletas que estavam no departamento médico. O lateral-direito Ruy, se recuperando de dores na coxa esquerda, e o meia Zé Roberto, que se recupera de dores na coxa direita, correram ao redor do gramado na manhã desta terça-feira, na atividade física em General Severiano, e deixaram a comissão técnica animada.
O zagueiro Asprilla e o meia Diguinho, que cumpriram suspensão nos 2 x 1 sobre o São Caetano, também estão à disposição. Em compensação os meias Joílson, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Azulão, e Maicon, expulso no mesmo jogo, terão que cumprir suspensão. Assim como fez na terça-feira, nesta quarta o elenco botafoguense também vai trabalhar em tempo integral.
Fora de campo, depois de praticamente deixar acertada a renovação de contrato de Junior Cesar até 2008, o Botafogo tenta agora definir a permanência do volante Claiton pelo mesmo período. O jogador tem proposta do futebol japonês, mas assegurou que dará prioridade a uma renovação de contrato. Até o momento, o Alvinegro renovou até 2008 com os zagueiros Juninho e Scheidt e com o meia Lucio Flavio.
O técnico Cuca é outro que a diretoria quer ver permanecer, mas nesta terça-feira surgiram notícias dando conta de que o Internacional fará uma proposta a ele para substituir Abel Braga na próxima temporada, o que pode atrapalhar os planos do Botafogo.