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Futebol

Borges recebe proposta da Arábia, mas São Paulo recusa

Arquivo Geral

03/02/2008 0h00

Depois de perder Leandro, Souza e Breno, elementos importantes na conquista do Campeonato Brasileiro, o São Paulo parece ter fechado a porta de saída do Morumbi. Nas últimas semanas, o Al-Ain, dos Emirados Árabes, fez um proposta para ter Borges por empréstimo até maio. Mas o presidente Juvenal Juvêncio garante ter descartado.

“Essa proposta chegou sim, na semana passada. Mas eu já falei não. Eles estão ameaçando há vários dias com sondagens, mas já descartei mesmo, não tem jeito”, informou Juvenal.

Os boatos dão conta de que o Al-Ain, que já havia tentado tirar Aloísio do Tricolor, estaria disposto a pagar US$ 300 mil (cerca de R$ 524 mil) para ter Borges por quatro meses, mas o enxuto elenco de Muricy Ramalho foi a principal razão para a resposta negativa aos árabes.

Neste momento, Borges pode ser a única opção para atuar ao lado de Adriano diante do São Caetano, na próxima quinta-feira, no Morumbi. Nesse sábado, contra a Ponte Preta, o atacante já teve que substituir Dagoberto, que sentiu contusão muscular no primeiro tempo. Aloísio, que seria outro candidato à vaga, está com lesão no púbis e deve ser desfalque por mais algum tempo.

Apesar do reduzido grupo de jogadores, os são-paulinos não devem esperar por mais reforços. Pelo menos é isto que garante Juvenal. “O time é esse mesmo. Agora fechou a temporada e o time do primeiro semestre será esse”, comentou o presidente.

Entretanto, o assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, diverge de Juvenal e aponta novas contratações em 2007. A chegada de novos jogadores corresponderia a um planejamento de longo prazo, visando inclusive à disputa do Mundial de Clubes no final do ano, no Japão – para isso, o clube teria que conquistar a Libertadores.

“O São Paulo está pretendendo aumentar o elenco. Vamos ter várias competições até o final do ano. Se tudo correr bem, conseguiremos chegar à final do Mundial em Yokohama, e nessa hipótese disputaríamos até 84 partidas no ano”, estimou o dirigente.

“O time principal está mais ou menos suprido, mas temos dificuldades no resto do elenco. A idéia é aumentar o número de opções na defesa e no meio-campo muito provavelmente com um meia avançado, armador. E atacantes também. São as posições que menos temos”, finalizou o assessor.

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