Ian Ferraz
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Quando a bola Trivella foi confirmada como a oficial do Candangão-2012, reclamações surgiram nos clubes na velocidade de um chute. O que até então parecia somente um desdém à desconhecida marca, agora começa a fazer sentido. Em apenas duas semanas de uso, ela começa a dar sinais de desgaste.
A redonda teve de ser substituída em treinos do Brasiliense e Gama. Nos últimos dias, gomos da bola abriram, dando motivo para as reclamações.
O instrumento de trabalho dos jogadores tem recebido severas críticas em todos os jogos. Alguns afirmam que a bola é muito seca. Outros, que não pega curva e é pesada. Já os goleiros reclamam de sua velocidade. Difícil mesmo tem sido ela agradar alguém. Quem não quer polemizar apenas diz que com o tempo irá se acostumar.
Utilizada em campeonatos amadores de Minas Gerais, a marca não foi uma das oito testadas pelo Inmetro, conforme indica o site do instituto. Entretanto, o próprio Inmetro faz a ressalva de que não há necessidade de testar todas as bolas disponíveis no mercado, e que o teste é apenas uma tendência de mercado.
Prejudicado pela pouca durabilidade da bola, o goleiro Márcio, do Gama, não poupou críticas. “Essa bola é brincadeira. Está horrível treinar com ela, já está soltando. Aqui já rasgou uma bola e outras duas estão soltando os gomos”, lamenta o arqueiro.
FALTA DE CLAREZA
Não bastasse o problema com o atraso da chegada do policiamento em alguns jogos do campeonato, outra situação tem motivado queixas sobre o campeonato. Até o momento, nenhuma súmula e borderô das partidas foi divulgada no site da Federação Brasiliense de Futebol. O Estatuto do Torcedor diz que essas informações devem ser divulgadas no primeiro dia útil após a realização dos jogos.