O zagueiro Betão vestiu não apenas a camisa do Santos na manhã desta sexta-feira, em sua apresentação oficial, mas também o boné da principal torcida organizada do clube. E demonstrou estar à vontade na equipe que teve como rival durante 14 anos no Corinthians.
Um dia antes, Betão fez o primeiro contato com torcedores do Santos depois de confirmada a transferência. O zagueiro esteve na Vila Belmiro para assinar contrato com o novo clube e recebeu cumprimentos. “A recepção foi muito boa. A torcida confia em mim”, garantiu.
Mais difícil do que prever se o apoio a Betão se confirmará quando ele jogar pela primeira vez na carreira sem o uniforme do Corinthians, é saber a reação da agora torcida rival no clássico de 26 de março, na Vila Belmiro, data que o atleta não soube precisar.
“Não dá para dizer o que se passa na mente dos torcedores. Mas sempre respeitei o Corinthians e todas as equipes que enfrentei. Acredito que não terei nenhum problema desse tipo, como receber vaias e ser hostilizado. Mas, se acontecer, estou preparado para encarar”, avisou Betão.
Às vésperas da apresentação do defensor, seus novos companheiros alimentaram a polêmica. O centroavante Kléber Pereira, por exemplo, chegou a classificar como vergonhosa a maneira que o Corinthians dispensou Betão. “Não houve falta de consideração ou desrespeito. Muito pelo contrário. O Andrés [Sanches, presidente] é uma pessoa que conheço desde que entrei no clube. Tivemos uma conversa sincera”, negou o reforço santista.
A prova maior de que Betão não guarda rancor da equipe que o projetou é a placa de gratidão entregue ao Corinthians. Nela, o jogador chama o time do coração de “segunda casa”, para a qual pretende retornar no futuro. Pouco antes de ele tocar no assunto, o técnico Emerson Leão declarou que espera o mesmo gesto quando o zagueiro deixar o Santos. “Quero que, aqui, ele também preste um serviço longo a ponto de se identificar com o clube.”
“Fui muito feliz por 14 anos no Corinthians. Algumas pessoas lembram apenas do rebaixamento, mas também conquistei títulos lá. Enviar uma placa de agradecimento era o mínimo que eu poderia ter feito”, reforçou Betão, novamente desfazendo-se da imagem de corintiano em seguida. “Sou profissional e respeito o clube que estou trabalhando. O torcedor do Santos pode ter certeza de que darei o meu melhor aqui.”
Para ratificar o discurso, nada melhor que marcar um gol sobre o Corinthians. “Se acontecer, vou comemorar, sim. Lógico que com respeito ao clube, como sempre tive por todos. Mas seria muito estranho até para a torcida se eu não vibrar”, comentou Betão.
A prova de que o Corinthians era passado, contudo, veio em declaração anterior. Pela primeira vez, o jogador que era porta-voz oficial dos tempos de crise do time de Parque São Jorge se recusou a falar sobre o assunto. “Não quero projetar o Corinthians, mas sim o Santos, que é a equipe que defendo a partir de agora”, avisou Betão.
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< !--/hotwords -- >Um dia antes, Betão fez o primeiro contato com torcedores do Santos depois de confirmada a transferência. O zagueiro esteve na Vila Belmiro para assinar contrato com o novo clube e recebeu cumprimentos. “A recepção foi muito boa. A torcida confia em mim”, garantiu.
Mais difícil do que prever se o apoio a Betão se confirmará quando ele jogar pela primeira vez na carreira sem o uniforme do Corinthians, é saber a reação da agora torcida rival no clássico de 26 de março, na Vila Belmiro, data que o atleta não soube precisar.
“Não dá para dizer o que se passa na mente dos torcedores. Mas sempre respeitei o Corinthians e todas as equipes que enfrentei. Acredito que não terei nenhum problema desse tipo, como receber vaias e ser hostilizado. Mas, se acontecer, estou preparado para encarar”, avisou Betão.
Às vésperas da apresentação do defensor, seus novos companheiros alimentaram a polêmica. O centroavante Kléber Pereira, por exemplo, chegou a classificar como vergonhosa a maneira que o Corinthians dispensou Betão. “Não houve falta de consideração ou desrespeito. Muito pelo contrário. O Andrés [Sanches, presidente] é uma pessoa que conheço desde que entrei no clube. Tivemos uma conversa sincera”, negou o reforço santista.
A prova maior de que Betão não guarda rancor da equipe que o projetou é a placa de gratidão entregue ao Corinthians. Nela, o jogador chama o time do coração de “segunda casa”, para a qual pretende retornar no futuro. Pouco antes de ele tocar no assunto, o técnico Emerson Leão declarou que espera o mesmo gesto quando o zagueiro deixar o Santos. “Quero que, aqui, ele também preste um serviço longo a ponto de se identificar com o clube.”
“Fui muito feliz por 14 anos no Corinthians. Algumas pessoas lembram apenas do rebaixamento, mas também conquistei títulos lá. Enviar uma placa de agradecimento era o mínimo que eu poderia ter feito”, reforçou Betão, novamente desfazendo-se da imagem de corintiano em seguida. “Sou profissional e respeito o clube que estou trabalhando. O torcedor do Santos pode ter certeza de que darei o meu melhor aqui.”
Para ratificar o discurso, nada melhor que marcar um gol sobre o Corinthians. “Se acontecer, vou comemorar, sim. Lógico que com respeito ao clube, como sempre tive por todos. Mas seria muito estranho até para a torcida se eu não vibrar”, comentou Betão.
A prova de que o Corinthians era passado, contudo, veio em declaração anterior. Pela primeira vez, o jogador que era porta-voz oficial dos tempos de crise do time de Parque São Jorge se recusou a falar sobre o assunto. “Não quero projetar o Corinthians, mas sim o Santos, que é a equipe que defendo a partir de agora”, avisou Betão.
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