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Futebol

Banespa volta ao futebol investindo na base

Arquivo Geral

25/09/2006 0h00

O Banespa voltou a investir no futebol de campo. Nesta segunda-feira, o clube apresentou o projeto Cepaf (Centro de Excelência em Formação de Atletas de Futebol), desenvolvido em parceria com Fabio Mello, prata da casa e ex-jogador do São Paulo, que hoje se dedica à gestão esportiva.

Dezenas de meninos, já uniformizados pelo Banespa, bateram bola durante o lançamento do Cepaf. No centro do campo, era homenageado o exemplo do clube aos garotos. “Eu morava aqui perto e o Banespa me deu condições para começar no futebol. Devo muito ao clube”, contou Roberto Rivelino, que, após ser reprovado em uma peneira do Palmeiras, acabou se transferindo para o Corinthians.

O Reizinho do Parque também cobrou os jogadores da base do Banespa. “É uma grande iniciativa do clube e do Fabio Mello. Espero que surta efeito porque os talentos também têm que aparecer”, exigiu Rivelino. “Eles têm que se dedicar se quiserem se tornar atletas, principalmente fisicamente. Se você já é um grande valor, só precisa aperfeiçoar o físico”, aconselhou.

O presidente do Banespa, Carlos Roberto Emerenciano, é menos exigente. “Esse é um projeto ambicioso, mas dizer que pensamos em centenas de futuros contratos seria utópico. Queremos explorar essa estrutura que nós temos e fazer com que os meninos tenham uma formação não só no futebol, mas como cidadãos”, pregou.

Apesar do discurso, o agora “cartola” já conversou sobre o Cepaf com dirigentes do Paulista de Jundiaí, São Paulo e até representantes de Arsenal, da Inglaterra, e Milan, da Itália, todos interessados nos candidatos a novo Rivellino. Por enquanto, o Banespa não tem nenhum acordo formal com ninguém, mas espera ser destaque nas competições que disputar com seus times sub-15 e sub-17 para atrair investidores.

As equipes não serão destinadas apenas a sócios do Banespa, que não tem mais ligação com o banco homônimo desde sua privatização. “Existe a possibilidade até de integrar militantes de outros estados, se eles se encaixarem no projeto. Temos alojamentos para receber esses atletas”, acrescentou Carlos Roberto. O clube ainda descarta a realização de peneiras, mas já contratou um psicólogo para lidar com os garotos dispensados, bem como com aqueles que seguirem no Cepaf.

Por trás do projeto, está o ex-meio-campista Fabio Mello, que, há exemplo de Rivellino, começou no futsal do Banespa. Ele jogou 12 anos no São Paulo e, aos 30, encerrou a carreira no Figueirense em 2005. “Não tem hora certa para parar. A gente joga por dinheiro, por necessidade, ou porque não sabe fazer outra coisa. Sempre tive a idéia de trabalhar com a base e estou colocando em prática”, contou o ex-jogador, que retomou os estudos na Faculdade São Marcos e fundou sua própria empresa de consultoria e gestão esportiva, a FMS.

“Consegui realizar um sonho nesse curto espaço de tempo. Estou orgulhoso disso e acho que tem tudo para dar certo. Se não fiz um gol tão bonito na minha carreira, estou fazendo agora”, sorriu Fabio, feliz pela aliança com o Banespa. “Existe carência nas categorias de base. Essa é uma profissão muito exigida e não pode ser assim. Eu sabia da infra-estrutura do Banespa e procurei o clube em dezembro para trabalhar nessa área”, completou.

Para apoiar o jogador, estiveram no lançamento do Cepaf alguns de seus ex-companheiros, como Jamelli, Caio, Gallo e Zetti, nomeado padrinho do projeto. “Não foi por acaso que eu o escolhi. Quando tinha a idade desses garotos, jogando no Banespa, já tinha o Zetti como um ídolo. Parecia muito distante de mim e acabei jogando com ele”, comentou Fabio Mello.

“Espero que ele possa revelar muitos talentos. Com muito esforço e dedicação, isso será possível”, garantiu Zetti. Caio, outro que passou pelo São Paulo, também discursou. “O diferencial desse projeto são as pessoas que estão o conduzindo. Aqui existe seriedade, que é uma coisa que, infelizmente, está faltando hoje em dia”, comentou, enquanto Rivellino, o maior jogador da história do Banespa, observava o bate bola dos meninos.

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