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Futebol

Baladeiros são perseguidos no Cruzeiro

Arquivo Geral

23/05/2007 0h00

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O filme dos dias seguintes à derrota para o Atlético-MG na final do Campeonato Mineiro volta a se repetir no Cruzeiro. Ameaças dos dirigentes celestes foram a tônica na reapresentação do elenco nesta quarta-feira, na Toca da raposa. O vice de futebol, Zezé Perrella, após dar bronca pública nos jogadores, revelou que recebeu denúncias de quem são os “baladeiros” do elenco e garante que tomará atitudes.

 

“Falar que isso é generalizado no Cruzeiro também não é verdade. São dois ou três aí que a gente tem que ficar mais atento, mas não vou dar o nome. Se tiver que mandar esses caras embora, vamos mandar. Eu digo para vocês que a grande maioria do grupo não está na balada não. Vamos fazer patrulhamento em cima desses caras, eles vão ter que provar por que estão no Cruzeiro”, assegurou o dirigente.

 

É uma solução para atender os protestos da torcida. Quando as facções organizadas estiveram na Toca protestando, muitos jogadores foram ofendidos, chamados de “cachaceiros”. Até ex-companheiros como o meia Élson, atualmente no Goiás, disse os lugares freqüentados pelos jogadores na noite de Belo Horizonte.

 

Entre as medidas estudadas por Zezé, está suspensão dos treinamentos e multas no salários. “Jogador de futebol não é diferente de qualquer outro jovem não. Dizer que aquele time de 2003, campeão em tudo, ficava todo mundo só em casa rezando não é verdade. Mas é aquela história, foi o que eu falei pra eles: se eu tiver que colocar um detetive atrás de cada um deles, eu vou fazer, com tranqüilidade”, disse.

 

A primeira leva de dispensados tinha Gabriel, Fábio Santos e André Luís. Perrella não revela nomes, mas garante que sabe quem são os baladeiros e “chinelinhos” do grupo. E promete que é grande a chance deles seguirem o caminho do trio, constantemente vaiado pela sem-paciência torcida celeste.

 

“Essa turminha que não está tendo comprometimento, nós sabemos quem são, e eles têm conhecimento disso . Então daqui pra frente vai ser linha de exército, cobrança dura mesmo, nós não vamos aceitar passivamente o que aconteceu. Perder ou ganhar faz parte do jogo, mas nós vamos exigir ao menos que o time se entregue. Está faltando comprometimento”, explicou.
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