A quinta-feira serviu como uma terapia para o meia Tcheco. Em uma conversa franca com a imprensa, ele externou toda a sua mágoa com o pensamento da torcida a seu respeito. Segundo ele, nas derrotas a culpa recai sobre seus ombros, na vistorias a torcida aplaude “o bonitinho”, em uma indireta à idolatria dos gremistas por Máxi López.
A sexta-feira serviu para o técnico Paulo Autuori minimizar as declarações de seu capitão. O treinador demonstrou tranquilidade ao receber questionamentos sobre as declarações do camisa 10. O comandante tricolor negou qualquer tipo de atrito no vestiário. “Fico feliz de participar de um grupo com um ambiente tão legal, tanto entre os jogadores quanto na comissão técnica. É muito bacana isso. Não estou falando isso por falar. Não vejo estas situações”, afirmou.
Autuori se mostrou compreensivo com a atitude do jogador, mas lembrou que “não dá para ganhar e ser elogiado e quando perde não entender as críticas”. A longa passagem do jogador pelo clube também foi ressaltada. “Ele é um cara que foi, é, e será muito importante para o Grêmio. Ele tem crédito para em alguns momentos não jogar bem”.
Tcheco está em sua segunda passagem pelo Grêmio. Apesar da identificação com o clube, a torcida tem pegado no seu pé, sobretudo nas derrotas. Outros jogadores também sofrem constantes críticas dos torcedores, entre eles o lateral Fábio Santos. Até mesmo o meia Souza entrou em atrito com os gremistas neste ano. No outro lado, os argentinos Maxi López e Herrera recebem somente aplausos das arquibancadas.