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Futebol

Atrás do quarto título mundial, Brasil viaja para o Japão confiante em fazer história

Arquivo Geral

05/11/2014 8h29

Imagine protagonizar belas jogadas em um campo de futebol reduzido, guiado apenas por um guizo dentro da bola, sem enxergar. Melhor do que isso, representar a seleção do seu país, tendo a chance de conquistar um Mundial pela quarta vez. 

Essa será a missão que a equipe nacional de futebol de cinco terá, a partir do dia 17, em Tóquio. Os escolhidos do técnico Fábio Vasconcelos terão a chance de repetir o feito da seleção de Romário e Bebeto 20 anos depois do tetra, no país onde foi conquistado o penta.

A série de fatores faz com que o Brasil chegue com status de favorito à competição. Sabendo disso, Fábio Vasconcelos enaltece o trabalho de preparação que foi feito para a disputa.

“Vamos fazer os últimos ajustes no Rio, mas creio que a seleção já esteja preparada para enfrentar mais esta batalha”, sentencia.

Coincidências ajudam

O fato de tentar o tetra 20 anos após a conquista nos EUA e no mesmo país em que o Brasil levou a Copa do Mundo pela última vez funcionam como fatores motivadores para os comandados de Fábio Vasconcelos. 

“A gente costuma mostrar a importância dos títulos. Também costumamos mostrar a hegemonia que temos no futebol de cinco e buscamos fazer uma comparação até para dar uma motivada. O que a gente puder puxar dos atletas, além de físico, técnico e tático, a gente mexe também. A gente também mostra dados e faz palestras”, explicou o treinador.

Curiosidade

Outras semelhanças

1 Adversários na primeira fase:  quando estreou na campanha que culminou no pentacampeonato mundial, o Brasil teve pela frente a seleção da Turquia, justamente quem a seleção de futebol de cinco enfrenta no jogo inaugural.

2 Técnico já foi goleiro:  Fábio Vasconcelos terá, no Mundial deste ano, a primeira experiência como treinador da seleção. Isso, porém, não quer dizer que ele seja um novato no time. Fábio foi o goleiro da equipe nas conquistas do ouro nos Jogos Paralímpicos de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012).

3 Invencibilidade à prova:  quando entrar em campo para enfrentar a Turquia, o Brasil tentará defender a invencibilidade que já dura sete anos: A seleção não perde um torneio desde 2007.

Duplinha promete arrebentar

Romário e Bebeto, em 1994. Ronaldo e Rivaldo em 2002. Ambas as duplas com certeza guardaram um lugar na lembrança do torcedor brasileiro na conquista dos dois últimos títulos mundiais do escrete canarinho.

A seleção comandada por Fábio Vasconcelos, porém, também pode comemorar o fato de ter dois jogadores de referência. A dupla, inclusive, é composta pelos dois últimos jogadores a serem agraciados com o título de melhores do mundo: Jefinho, em 2006 e Ricardinho, em 2010. 

Dono da camisa 10, Ricardinho está otimista quanto às chances do Brasil de faturar mais um Mundial.

“A expectativa é boa, mas a gente tem os pés no chão. Nós somos o time a ser batido e eles (os adversários) estão buscando uma maneira de parar o Brasil. Temos totais condições de ser campeões do mundo, mas temos que estar cientes de que as dificuldades serão maiores que nos outros anos”, disse, em entrevista ao site do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Desfalque

Se o time apresenta confiança em fazer mais uma boa campanha no Mundial, nem todas as notícias são boas. 

Para o torneio, a seleção brasileira não contará com Bill, um dos destaques das Paralimpíadas de Londres, que se recupera de um estiramento na panturrilha.

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