Os paranaenses estão em 13º lugar na tabela e hoje ficariam com a última vaga para o torneio. Mas o Juventude, que tem os mesmos 47 pontos do Atlético, vem na cola. A equipe gaúcha encara o Corinthians, em São Paulo, com o desafio de superar o Furacão em pontos ou conseguir descontar o saldo de gols (no momento uma diferença de sete gols).
O meia Ferreira, porém, quer a vitória para não depender de outro resultado. "Sempre é importante ganhar, ainda mais no último jogo do ano. Sabemos que o ideal é um bom resultado nessa última partida. Além da boa impressão, com a vitória vamos conseguir a vaga na Sul-americana. E será muito bom ter a oportunidade de lutar pelo título da competição", comentou.
Para o goleiro Cleber, o time precisa evitar o salto alto diante de um time que está rebaixado. "Nada melhor do que acabar o ano vencendo. A Ponte Preta já está rebaixada, mas não é por isso que vamos chegar a Campinas e menosprezar o adversário. Precisamos chegar lá e fazer o que fizemos nos bons jogos que realizamos neste ano. Temos que ter pegada e motivação. Será nosso último jogo no ano e para nós vale a classificação", observou.
O técnico Oswaldo Alvarez contará com os retornos do volante Erandir e o meia Marcos Aurélio, que estavam suspensos. Em compensação, o zagueiro Danilo e o lateral-direito Evanílson receberam o terceiro cartão amarelo no último compromisso da equipe e devem dar lugar a César e Jancarlos, respectivamente.
Na Ponte, o clima é de velório após a equipe ser rebaixada antecipadamente com a derrota para o Goiás na última rodada. Para enfrentar o Furacão, o técnico Wanderley Paiva vai manter a base das últimas partidas, fortalecida com os reforços de Nei, Iran, Wellington e Pituca, todos voltando de suspensão.
O único desfalque será o goleiro Jean, entregue ao departamento médico. Com proposta do Grêmio, o capitão da Macaca esclarece que prefere não agravar as dores na mão direita. “Infelizmente esta contusão apareceu e achei melhor não forçar nada. Tenho contrato com a Ponte Preta até o final de 2007 e, se depender de mim, vou cumprir até o final”, afirmou Jean.
A melancólica despedida ponte-pretana da primeira divisão após oito anos é cercada de tensão. A ameaça de uma resposta violenta da torcida à degola é eminente e, para poupar a estrutura do clube, até a inauguração do placar eletrônico do Moisés Lucarelli foi adiada, para evitar depredações.