Um novo alento para o Atlético-MG contar com o camisa dez dos sonhos no ano de seu centenário. Após a diretoria anunciar que não daria seqüência às negociações para ter o argentino Marcelo Gallardo, procuradores do jogador e representantes do PSG-FRA, dono de seus direitos federativos, retomaram as conversas com o Galo em busca de um acerto financeiro.
O clube havia acertado a questão salarial com Gallardo anteriormente, mas a entrada do Besikitas-TUR no negócio exigiu que um novo valor para a transferência fosse estipulado. O Galo não gostou, mas ao que indica, as partes sentarão para discutir um novo vínculo.
O Atlético confirma a informação de que se encontrará com os representantes de Gallardo após as festas de fim de ano. Paralelamente, entretanto, o clube vai dar seqüência às negociações com Ricardinho, ex-meia de Corinthians, São Paulo e Santos, pentacampeão mundial com a seleção brasileira.
O jogador já acertou as bases salariais com o Galo, mas depende de um aval do Besikitas para obter a liberação. “Ele tem um problema financeiro com o clube, um dinheiro para receber. Vamos aguardar novo contato”, avaliou o diretor de futebol Beto Arantes, ao site Superesportes.
Curiosamente, Gallardo interessaria aos turcos justamente para substituir Ricardinho. Diferente do que o presidente Ziza Valadares revelou antes do Natal, entretanto, apenas um dos dois jogadores chegará a Vespasiano. Não existe prioridade, portanto o primeiro a acertar contrato será o maestro do centenário.
Para contar com um jogador de alto nível, a esperança do Atlético é em acertar um bom contrato de patrocínio para um dos anos mais importantes de sua história. O acerto atual, com uma construtora, rende apenas R$ 3,5 milhões por ano ao clube. O plano é inflar esse número em até 50%.
Prevendo uma maior exposição na mídia, o Alvinegro já saiu no mercado atrás de alternativas. A Fiat, criticada publicamente no site oficial do clube por não prestigiar o futebol mineiro, estado onde a fábrica está instalada, teria acenado com R$ 2,5 milhões. Proposta prontamente recusada, visto que a empresa italiana pagará um total de quase R$ 28 milhões ao Palmeiras a partir do ano que vem.
“Estão brincando com o Atlético. Estamos fazendo 100 anos e temos grandeza e tradição suficientes para não permitir que o nosso Galo seja desvalorizado dessa forma. Estão desconsiderando oito milhões de apaixonados que torcem pelo Atlético e, por isso, não vou nem levar em consideração uma proposta dessas”, desabafou o presidente Ziza Valadares ao Estado de Minas.
A diretoria e o departamento de marketing não vão se sentar para discutir valores inferiores a R$ 7 milhões. Avaliam que este é o preço inicial da camisa alvinegra, suficiente para bancar Gallardo, Ricardinho e os dois sul-americanos contratados.
Atuar no centenário com a camisa limpa também não está descartado. Uniforme esse que terá novo fornecedor. O contrato com a Diadora também vence no fim do ano e o clube já acertou com a também italiana Lotto, em valores não revelados à imprensa. A nova camisa ainda será apresentada oficialmente.