Thiago Henrique de Morais
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O ano para os clubes do futebol de Brasília não foi dos melhores. Mas não pode se dizer o mesmo dos jogadores nascidos na cidade que jogaram na Série A do Campeonato Brasileiro. O grande exemplo disso é o atacante Marcos Junior. Com apenas 19 anos (completa 20 no próximo dia 19 de janeiro), o ex-morador do Gama conquistou o título nacional pelo Fluminense, ganhou projeção dentro de um elenco milionário e, de quebra, foi convocado para a seleção brasileira sub-20, que disputará o Sul-Americano no início do ano, na Argentina. O Jornal de Brasília conversou com o atacante, que sonha em repetir a dose para o ano que vem.
Em um mesmo ano, você chegou à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, jogou o Campeonato Brasileiro como profissional atuando com a camisa do Fluminense e foi bem nos poucos minutos que jogou no Estádio La Bombonera, pela Libertadores. Você esperava uma temporada tão boa assim?
Sinceramente, não. Mas eu não posso deixar a bola cair por conta disso. O foco para o ano que vem é o Sul-Americano, em janeiro, com a seleção sub-20 e manter a regularidade para ser mais aproveitado com a camisa do Fluminense. Agora, a tendência é ser mais observado e cobrado. De qualquer forma, estou focado em 2013.
Você já sabe como é jogar em solo argentino por conta de sua experiência com o Fluminense, pela Taça Libertadores. O que você espera desse torneio sul-americano que será disputado lá, ainda mais com a Argentina não tendo ganhando essa competição já há muito tempo?
Espero um campeonato pegado e disputado. Isso é normal, mas estamos intensificando os treinamentos na Granja Comary (CT da seleção, em Teresópolis) para buscar mais um título para o meu currículo. Apesar de sempre entrarmos como favoritos, o Sul-Americano nunca é fácil.
Você achou justo o prêmio de revelação do Brasileirão ter sido dado ao Bernard, do Atlético-MG, que já havia disputado um Campeonato Brasileiro?
Sim. O Atlético foi vice-campeão e o Bernard foi regular em todo campeonato. Mereceu o título individual, sem dúvida.
Em algum momento, achou que teria chances de conquistar esse prêmio?
Marquei gols no Brasileiro, mas tive uma lesão que me atrapalhou um pouco. O mais importante é que mesmo tão novo já fui campeão brasileiro.
Nesse tempo no Fluminense já deu para conhecer alguns jogadores do elenco. Como é trabalhar ao lado de astros como Deco e Fred? Eles lhe dão conselhos para sua trajetória no futebol, contam como foi o início de carreira deles?
É muito bom para o lado pessoal e profissional (estar ao lado deles). Converso com todos na concentração e sempre fico ouvindo histórias. Às vezes, podem achar que é bobeira, mas o dia a dia com essas feras é fundamental.
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