A situação de Kleyr no Gama é mais complicada do que parece. Contratado como um dos principais reforços, o atacante treina junto com o grupo – a exceção foi ontem por sentir dores no tendão do pé direito –, mas ainda não sabe quando poderá estrear. E a decisão está longe do fim.
O clube israelense, Hapoel Kfar-Saba, no qual ele jogou suas últimas três partidas oficias, aceitou liberar Kleyr e enviou os documentos da rescisão. O problema é que para os registros na CBF, ele nunca pertenceu ao time da Terra Santa.
Segundo os dados da entidade, no dia 3 de abril de 2007, ele foi regularizado junto ao Fk Vilnius, da Lituânia, onde mantém contrato ativo. “Em Israel tem uma regra diferente. O jogador pode fazer até três jogos por um time antes de assinar contrato e foi isso que o Kleyr fez. Por isso o contrato dele ainda está preso ao time da Lituânia”, argumenta o diretor de futebol do Gama, Flávio Raupp.
Para complicar ainda mais a transferência, o clube lituano foi extinto. “Parece que o time de lá faliu. E precisamos de uma formalidade deles. Pedimos ajuda a um pessoal no Rio de Janeiro para tentar resolver esse caso”, revelou Raupp.
Enquanto a situação do atacante não é definida, o técnico Giuliano Pariz tenta acertar a pontaria do time. Ontem, ele fez o primeiro treino de finalizações após a vitória por 1 x 0 sobre o Brazlândia na estreia do Candangão. “Fizemos muito pouco esse trabalho durante a pré-temporada. Vamos repetir sempre esse exercício para melhorar o aproveitamento”, adianta o comandante. Ele manterá o mesmo ataque para o jogo de domingo, às 10h30, contra o Legião.