O jogador minimiza o fato de também sentar no banco de reservas. “Não existem onze titulares na Ponte Preta, e sim um plantel. Estou aqui para jogar e sou mais um guerreiro para lutar. Aqui tem vários jogadores e a gente tem que ter respeito por eles”, discursou Tuto, mas sem esconder a vontade de se firmar.
“Lógico que todo mundo quer jogar. Ninguém gosta de ficar no banco, então eu vou procurar meu espaço. Mas é o Marco Aurélio quem decide isso. Essa bomba eu vou deixar para ele”, incumbiu.
O técnico Marco Aurélio ficou satisfeito com o desempenho de Tuto contra o Santa Cruz. “Temos mesmo que ter superação e união. É importante o pessoal do banco entrar com essa disposição. As entradas do Emerson, do Almir e do Tuto deram continuidade e melhoraram o rendimento da equipe”, aprovou.
Tuto foi o autor do gol que aliviou a Macaca no Moisés Lucarelli. Ele aproveitou um contra golpe para balançar as redes nos acréscimos do jogo. “A gente estava em um momento difícil. Então, conversamos para acertar um contra-ataque e matar esse jogo. Eu tive a oportunidade de dominar e fui feliz para concluir. O grupo da Ponte está de parabéns”, narrou o atacante, que não viu apenas coisas boas na equipe.
“Com tranqüilidade, poderíamos ter decidido a partida mais cedo. Diante do Santos, que é uma equipe de qualidade, se a gente não acertar as finalizações de novo, corremos sério risco de perder o jogo”, alertou.
Mas Tuto não é o único atacante com moral na Ponte Preta. Quando ele substituiu Luís Mário contra o Santa Cruz, a torcida reprovou. “O torcedor tem que ter um pouquinho de paciência. O Luís Mário estava sentindo câimbra e não tinha por que não tirá-lo se temos outros bons jogadores. Ele teve a participação dele e, depois, saiu”, explicou Marco Aurélio, que ainda não definiu a equipe para o duelo com o Santos no próximo domingo.
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