Revelado pelo Atlético-MG em 2001 e atuando no futebol europeu há cinco anos, o atacante Afonso foi a maior surpresa na lista de convocados do técnico Dunga para os amistosos que o Brasil realizará no mês de junho contra as seleções da Inglaterra e da Turquia. Desconhecido do grande público, o jogador chega gabaritado pelos 34 gols marcados nesta temporada pelo Heerenveen, da Holanda, o que lhe garante o rótulo de maior goleador do Velho Continente.
Questionado sobre a aposta no jogador de 26 anos, Dunga mostrou confiança no artilheiro. “Afonso é pouco conhecido, mas hoje em dia temos a internet e os jornais, o que torna o mundo menor. Afonso está se destacando na Holanda, ele bateu o recorde de gols de Ronaldo e é um jogador alto, forte e de boa técnica”, disse, referindo-se à marca obtida pelo Fenômeno ainda em seus tempos de PSV, no Campeonato Holandês de 1994/95, quando marcou 30 tentos.
Afonso não foi a única grande novidade da lista. Outro nome que chamou a atenção foi o do ex-corintiano Jô, atualmente no CSKA. O atacante é mais conhecido dos torcedores e entra no critério da comissão técnica de privilegiar jovens talentos que possam ser aproveitados posteriormente na equipe olímpica.
“Jô é um artilheiro, vem fazendo bons jogos com a camisa do CSKA, em um alto nível. Ele tem idade para jogar pela seleção sub-20 e portanto tem condições de jogar as Olimpíadas. Minha proposta é trazer jogadores novos para o time principal, mas isso não significa que ele está fora dos times de base, uma vez que quero diminuir os espaços entre as categorias inferiores e a profissional”, explicou Dunga.
Apesar de toda a confiança depositada nos dois novos talentos, o treinador não escondeu que a convocação de ambos se deve em parte pela ausência de nomes no futebol brasileiro e o grande número de opções contundidas. Fred, Rafael Sóbis e Adriano são alguns exemplos de desfalques para a comissão técnica nesses amistosos por estarem lesionados. Devem ficar à disposição apenas para a Copa América.
“Estou procurando jogadores em todas as posições. O que acontece especificamente com o ataque é que uma série de jogadores que formam a base estão machucados. É um momento de dificuldade e por isso a comissão técnica avalia atletas em todo o mundo e procura testar outros nomes”, indicou.
Quem também aproveitou a onda de selecionáveis contundidos foi Doni. Titular da Roma desde a última temporada, o goleiro aproveitou o buraco deixado por Júlio César e ganhou uma importante oportunidade com a camisa amarela. È mais um caso da renovação implantada por Dunga no escrete nacional. “Doni vem jogando um futebol de bom nível na Roma. Temos acompanhado seu desempenho e, como havia dito antes, quero trazer jogadores novos para a seleção. Embora sejam apenas duas partidas, cada um deve aproveitar sua chance”, concluiu.